Após dizer estar “ameaçada”, Ford decide não ser mais apenas uma montadora

Agora, a empresa decidiu que não quer mais só ser uma montadora – quer ser uma empresa de mobilidade

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Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

5 de janeiro de 2016

O presidente da Ford, Mark Fields, é um cara antenado. Ele foi o primeiro nome da indústria a ser bastante vocal a respeito da ameaça que Google e Apple representavam para as montadoras tradicionais – alertando que todas elas estavam ameaçadas

Agora, a empresa decidiu que não quer mais só ser uma montadora – quer ser uma empresa de mobilidade. “Queremos colocar um ponto de exclamação na nossa movimentação, deixando de ser uma montadora para uma montadora e companhia de mobilidade. Estávamos nesta há muito tempo, mas vamos acelerar ainda mais de agora em diante”, avisou em entrevista ao Re/code.

Para isso, a companhia acaba de anunciar uma parceria com a Amazon e com a fabricante de drones chinesa DJI – para integrar produtos das duas aos carros da Ford. A ideia é que as pessoas controlem seus carros diretamente de suas salas – ou seja, usando a tecnologia do Amazon Echo.

Assim, os donos de carros podem descobrir se seus carros estão com bastante bateria (ou combustível) diretamente se suas salas ou abrirem a garagem assim que estiverem chegando em casa (economizando aquele tempinho de espera).

Além disso, Fields também destacou ver como interessante a notícia de que a GM estava investindo na Lyft, a maior competidora do Uber. Para ele, a GM também entende que é preciso mudar para não ser aniquilada pela nova competição.

A Ford tem um acordo similar com o Uber. “Estamos bastante interessados em crescer nosso negócio básico e novos serviços de mobilidade. E fazer isso de uma forma que permita que nossos usuários tenham benefícios”, destaca. 

 

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