Netflix muda-se para a Amazon e leva 40% da internet junto para a gigante

Ao invés de montar sua própria infraestrutura, a empresa percebeu que seria mais fácil e mais barato ir para a nuvem

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Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

12 de fevereiro de 2016

O Facebook está na vida das pessoas, mas representa apenas 2,7% de todos os gastos de dados da internet nas horas de pico. O YouTube, principal ferramenta de vídeos, representa apenas 15%. O Netflix, porém, representa 40% de todo o tráfego na net – e isso requer gigantescos data centers para cuidar de tudo isso. 

Ao invés de montar sua própria infraestrutura, a empresa percebeu que seria mais fácil e mais barato ir para a nuvem. E escolheu a sua nuvem: a Amazon Web Services. Esse processo começou sete anos atrás (quando o Netflix não era o fenômeno que é hoje) e terminou ontem. Agora, a empresa é 100% AWS. 

“Dependemos na nuvem para todos as nossas necessidades escaláveis de computação e armazenamento, nosso business, nossos sistemas e processamento de dados que fazem o Netflix”, afirma a empresa em um post de blog. A empresa ainda usa alguns data centers para seus 4,5 milhões de assinantes no serviço de DVDs – um segmento em queda livre. 

A nuvem da Amazon é a maior de todas, mas a Microsoft, que tem a Azure, vem forte no segmento. O segmento de serviços trouxe US$ 6,9 bilhões para a Microsoft no último trimestre, mas apenas US$ 2 bilhões para a Amazon em 2015. 

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