GM não quer mais vender carros e vai levar novidade para Nova York

Com o mercado de automóveis mudando tanto, faz sentido a GM mudar suas formas de monetização

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

15 de maio de 2017

A General Motors pode ser uma das maiores montadoras do mundo, mas ela desistiu de vender carros. Ao menos, é o que ela vê para o médio e longo prazo. Assim como a arquirrival Ford e outras montadoras gigantes, ela quer se tornar uma “empresa de mobilidade”.

Ela já tem um serviço paralelo chamado “Maven” – desde 2016 -, que consiste em um aluguel de curto prazo de carros para os interessados que não mais querem ser donos de automóveis. E agora, essa novidade está sendo levada para o principal mercado nos Estados Unidos: Nova York.

Com o mercado de automóveis mudando tanto, faz sentido a GM mudar suas formas de monetização: espera-se que com os carros autônomos, as pessoas tenham muito menos carros do que atualmente, destruindo o mercado que tornou a GM tão importante. Por isso, a GM aposta pesado nisto: já abriu os bolsos para comprar startups e está tentando encontrar um modelo viável.

Para sobreviver, a GM (e suas rivais) estão adotando o modelo de startups e iniciando grandes MVPs ao redor do mundo. Um deles é esse programa. Empresas estabelecidas como a GM precisam dessa inovaçãopara sobreviver – trabalhar com startups, criar inovações internas e incentivar o empreendedorismo interno. Ou morrer por novas entrantes.

No caso da GM, ela enfrenta a concorrência forte da Tesla, que já chegou a valer mais que a própria companhia. Embora produza milhões de carros por ano contra apenas milhares da Tesla, o mercado chega a duvidar da capacidade da GM de se adaptar ao futuro – com o surgimento dos carros autônomos e elétricos.

A própria Tesla planeja ter sua “rede de carros autônomos” prestando serviços para os clientes, que deverão pedir esses carros através de aplicativos. Coisa parecida com o que a GM está tentando construir com o Maven em Nova York e em outras cidades dos Estados Unidos.

Na cidade, o Maven terá três segmentos: City, em que você aluga por pouquíssimo tempo (paga as horas que você usar), Home, frotas compartilhadas estacionadas nos prédios e disponíveis para os residentes e Gig, uma opção de curto-prazo para quem quer trabalhar em frotas, como o Lyft – investido pela própria GM.

Um ponto interessante é que o Maven quer “tirar” as dores de ter um carro. Ou seja, você vai parar de se preocupar com o seguro, licenciamento, impostos dos carros. Vai se preocupar apenas com chamar teu carro e ir até onde você quiser. Este é o futuro.

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