Kodak quer voltar a ser empresa grande e tem uma ideia revolucionária para tal

Hoje, ela tenta retomar seu lugar ao sol com duas iniciativas, ambas ligadas ao mundo das criptomoedas e blockchain

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

10 de janeiro de 2018

No final da década de 1970, a Kodak se tornou a terceira maior empresa americana, com um valor de mercado de bilhões de dólares – dominando o mercado de fotografia completamente, tanto para os fotógrafos amadores quanto. Em poucas décadas, a empresa anunciou a sua falência – após as câmeras digitais acabarem com o negócio de filmes.

. Uma delas foi muito bem recebida e a outra fez com que a companhia fosse chamada de “golpista”. O mercado, porém, curtiu a ideia: as ações da empresa subiram 127% desde o anúncio.

KodakOne

A primeira iniciativa é revolucionária e resolve um problema de longa data da internet: direitos autorais em trabalhos autorais de fotográfos. Trata-se de uma blockchain que registra cada foto tirada e é capaz de pesquisar toda a internet para saber se ela foi usada da forma correta ou não, chamado KodakOne.

“Para muitos na indústria da tecnologia, ‘blockchain’ e ‘criptomoedas’ são palavras quentes, mas para fotográfos que estão com problemas para ter controle sobre seus trabalhos e como eles são usados, essas palavras quentes são chaves para resolver algo que se antes se sentia ser um problema sem solução”, disse Jeff Clarke, CEO da Kodak em um comunicado.

O KodakOne foi desenhado para ajudar os fotógrafos a serem pagos quando seus trabalhos estão sendo pirateados – um dos usos teóricos mais “reais” para as tecnologias de Blockchain no momento. O serviço de licenciamento deverá ter uma criptomoeda alinhada com ele: a KodakCoin, que será usada para o pagamento dos direitos aos fotógrafos. Dia 31 de janeiro a Kodak deverá lançar o serviço junto com um ICO (Initial Coin Offering), em parceria com a Wenn Digital.

“Um golpe nas pessoas”

Enquanto a KodakOne foi bem avaliada, a outra medida da Kodak foi chamada de “golpe”. Basicamente a empresa está vendendo uma máquina para mineração de Bitcoins, mas que pode ser um tiro pela culatra em quem quer ganhar dinheiro com essa atividade.

Eles prometem US$ 375 de ganhos por dois anos (cerca de US$ 9.000), mas não consideram que a dificuldade de ganhar dinheiro minerando cresce a cada mês – em cerca de 15% no ritmo atual. Algumas pessoas estimam que uma máquina dessas só conseguiria, no total, minerar cerca de US$ 2.000 ao longo de dois anos.

A Kodak KashMiner – nome da máquina – tem um aluguel de US$ 3.400 nos dois anos (pago imediatamente) e ainda fica com a metade da produção de Bitcoins de quem a alugou. Não seria um bom negócio, certamente.

Futuro está na Blockchain

Ambas as ideias da Kodak, porém, mostram que a empresa está disposta a arriscar e criar novos serviços para desenvolver suas ideias. Só assim vai ser possível que ela sobreviva: não ter medo da inovação, como ela uma vez teve (e não lançou a câmera digital para não derrubar a venda de filmes).

Empresas precisam ser inovadoras se querem sobreviver. A Nova Economia está chegando e com ela são enormes as possibilidades de desenvolvimento. Preparamos um evento sensacional sobre o assunto neste início de ano: 2018 – A Revolução da Nova Economia. Conheça a programação e não deixe de ir.

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