Carros voadores: conheça as startups que estão fazendo disso uma realidade

Quais companhias estão fazendo um trabalho bacana, qual país está se destacando, o volume de investimentos e os nomes por detrás das cifras.

Lucas Bicudo é repórter do Portal StartSe.

10 de novembro de 2017

Um fato: carros voadores já estão passando pela transição de ser um mero conceito fascinante para uma tecnologia promissora. Mas a pergunta que fica é: realmente iremos ver carros sobrevoando as cidades ao redor do mundo? Como que o mercado irá reagir? Para responder, aqui está um breve lampejo do atual ecossistema que orbita essa questão: quais companhias estão fazendo um trabalho bacana, qual país está se destacando, o volume de investimentos e os nomes por detrás das cifras.

Dê uma olhada:

Companhia País Fundada em: Investimento: Investidores
Lilium Aviation Alemanha 2014 US$ 101,4 milhões Tencent, Atomico, e42 Ventures, Obvious Ventures
Volocopter Alemanha 2012 US$ 29,5 milhões Daimler
Ehang China 2014 US$ 52 milhões GGV Capital, GP Capital, ZhenFund, LeBox Capital
Joby Aviation Estados Unidos 2009 US$ 15,5 milhões 8VC, Capricorn Venture Partners
AeroMobil Hungria 2010 US$ 3,2 milhões LRJ Capital, InfraPartners Management
Moller Estados Unidos 1983 N/A N/A
Zee.Aero Estados Unidos 2010 US$ 100 milhões Larry Page
Kitty Hawk Estados Unidos 2015 N/A Larry Page
Terrafugia Estados Unidos 2006 US$ 6,56 milhões Haiyin Capital, Transcendent Holdings
PAL-V Holanda 2001 N/A N/A
Cartivator Japão N/A N/A Toyota Motors
Neva Aerospace Reino Unido 2013 US$ 2,53 milhões Schübeler Technologies GmBH
Hoversurf Rússia 2014 N/A N/A
Malloy Reino Unido N/A N/A N/A
Aerofex Estados Unidos N/A N/A N/A

Fonte: Crunchbase, PitchBook, Bloomberg.

O ecossistema está em maturação. Já existem 15 startups trabalhando em diferentes conceitos de carros. Além disso, várias corporações peso pesado, como a Airbus e a Toyota, também estão desenvolvendo essa tecnologia. Falando sobre a geografia, mais de metade das empresas estão baseadas nos EUA; no entanto, há também uma forte presença na União Europeia.

Detalhando as estatísticas de investimento, essas empresas levantaram até agora US$ 310,7 milhões de todos os ramos do ecossistema: VCs típicos (por exemplo, Atomico), empresas (Daimler, Toyota, Tencent) e anjos notáveis (Larry Page). 2017 realmente está sendo o ano para esse tipo de investimento, impulsionado principalmente pelas gigantescas rodadas levantadas pela Lilium (US$ 90 milhões) e pela Volocopter (US$ 29,5 milhões).

Quais são as dinâmicas por detrás disso e por que aconteceu agora? Gostaria de delinear dois fatores principais que impulsionam esta área: investimento significativo em marketing e maturação da tecnologia requerida.

Detalhando o primeiro ponto, o conceito de carro voador recentemente chegou aos grandes players da indústria, como Uber (com seu projeto Elevate) e o governo dos Emirados Árabes Unidos (primeiro teste público de táxi voador).

Consegue ver esse movimento? Esse é um claro esforço de gigantes se reinventarem. A Nova Economia está revolucionando a cultura de gestão corporativa. A tecnologia tem desafiado modelos de negócios estabelecidos. As boas práticas de gestão e governança são importantes, mas não aceleram mudanças disruptivas.

Existe um novo ecossistema de inovação que quer tomar o mercado dos incumbentes. Como juntar forças e se beneficiar dessa conexão, visando tanto a inovação radical, quanto a inovação incremental?  Não perca a oportunidade de conhecer o evento que a StartSe está promovendo sobre inovação corporativa via startups.

Outro aspecto é o rápido desenvolvimento da tecnologia relacionada a drones, que provou seu valor para empresas e passou de brinquedos focados no consumidor para uma ferramenta útil utilizada em uma variedade de indústrias, como construção e agricultura. Um processo semelhante está acontecendo agora com carros voadores, que são analisados em termos de entrega e aplicações de operações de emergência.

De fato, a tecnologia necessária para carros voadores está entre nós. O maior desafio é criar veículos de decolagem e aterragem verticais seguros e eficazes (VTOL), por exemplo, combinando helicóptero e avião – está sendo resolvido com a inovação no projeto de aeronave.

No entanto, apesar de que a tecnologia está pronta e há um interesse significativo tanto da indústria como dos investidores, ainda existem barreiras – a maior e mais desafiadora é a integração de carros voadores (e drones) no espaço aéreo público.

Este é um problema muito complexo em termos de regulamentação (os carros voadores serão controlados remotamente por operadores humanos ou autorizados a operar de forma autônoma?), infraestrutura necessária (como rastrear e controlar inúmeros veículos voadores não tripulados e como proteger esses recursos ciberfísicos) e tecnologia (como coordenar milhares de caminhos de voo em tempo real e fornecer gerenciamento de colisões).

É uma pauta quente. Aqui estão algumas perspectivas de como o ecossistema ainda pode evoluir:

Veremos carros voadores no mercado de massa em cerca de 10 a 15 anos – é provável que este tempo seja necessário para resolver o problema da integração no espaço aéreo público e, em certo sentido, convencer os clientes de que a ideia não é muito mais louca do que, por exemplo, ICOs ou jogos VR.

Os carros voadores representam uma interessante oportunidade de investimento e veremos mais e mais investidores estratégicos que financiam esta área. Além disso, provavelmente veremos algumas fusões e aquisições neste setor, levando em consideração um número significativo de empresas interessadas na modalidade, conforme ilustrado pela recente aquisição da Aurora pela Boeing, uma startup trabalhando em tecnologia que permite o voo autônomo.

(via TechCrunch)

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