Como a inteligência artificial está redefinindo o processo de contratações

O processo de triagem através da tecnologia vem permitindo que as empresas economizem tempo, dinheiro, e também diminuam o envolvimento humano no processo de contratação, obtendo assim mais assertividade nos perfis dos candidatos.

4 de abril de 2018

A inteligência artificial pode redefinir o processo de contrações! Essa é a visão Renato Lamardo, brasileiro que se mudou pro Vale no ano passado e hoje trabalha como Gerente Sênior de Relacionamento no LinkedIn. O propósito da nossa conversa era entender o impacto da inteligência artificial nos processos de contratação.

Formado em Administração pela FAAP e apaixonado por tecnologia, ele mostra a trajetória e a visão de quem busca maximizar a experiência dos clientes e como a aplicação da tecnologia ajuda nesse processo. Com 530 milhões de usuários a rede social profissional mais conhecida do mundo vem crescendo em velocidade exponencial, e junto com a quantidade de usuários também aumenta o volume de dados da plataforma.

Com 5 novos usuários e 4 novas vagas de trabalho anunciadas a cada 2 segundos o fluxo de informação sobre o comportamento dos usuários é gigante e considerando que o mais valioso ativo de qualquer empresa é o seu banco de dados, é absolutamente necessário saber como trabalhá-lo de forma inteligente e entender como a tecnologia pode ajudar nesse processo.

A era de Big Data promove a vantagem de que todo produto ou serviço que faça uso inteligente desse grande volume de informações pode conseguir ser mais eficiente e mais assertivo – empoderando os clientes a tomarem melhores decisões. Mas como fazem isso?

As mídias sociais revolucionaram completamente a maneira como nossos relacionamentos são geridos. Antigamente as pessoas não tinham acesso fácil umas às outras. “Não era simples se conectar com alguém, um potencial cliente ou uma nova oportunidade profissional. Imagine o tempo que as pessoas investiam para encontrar uma vaga de emprego relevante, informações sobre a empresa, ou até sobre possíveis parceiros e candidatos. Hoje tudo isso é possível, despendendo menos tempo na busca e obtendo informação e conteúdo de maior qualidade”, diz Renato Lamardo.

Hoje, como afirma Renato, fazer relacionamento para nós usuários nunca foi tão fácil e informação nunca foi tão acessível. Porém, isso provoca outro problema: todo mundo tem acesso, mas todos tem acesso as mesmas informações e ferramentas, aos mesmos clientes e aos mesmos fornecedores – como você ou a sua empresa vão se destacar? Em meio à tanta competitividade a expectativa é alta.

A solução que o LinkedIn encontrou nesse sentido e vem aprimorando ao longo do tempo é trabalhar toda essa densa base de dados através da tecnologia da inteligência artificial para não apenas gerar acesso às informações relevantes, mas também vantagem competitiva para as empresas. A AI, que hoje faz parte do nosso dia a dia em todos os setores da economia, ajuda o LinkedIn a cumprir seu propósito de: “conectar os profissionais do mundo para torná-los mais produtivos e bem sucedidos”. Através dela eles conseguem oferecer soluções corporativas para ajudar empresas a encontrar os talentos e clientes de forma mais rápida, mais prática e mais assertiva.

E cada vez mais empresas e startups apostam em tecnologia para mitigar ou eliminar as contratações erradas – que acabam custando muito caro à longo prazo. Imagine uma via de mão dupla – de um lado a empresa, ao publicar uma oportunidade no LinkedIn, automaticamente o algoritmo irá trabalhar para destacar potenciais candidatos para a vaga. Do lado do usuário, o algoritmo destaca as vagas com maior aderência ao perfil. “Importante ressaltar que um perfil completo terá uma maior assertividade quanto as vagas indicadas através do algoritmo do LinkedIn. O simples fato de colocar uma foto no seu perfil já aumenta a visibilidade em 7 vezes por exemplo. Quanto mais informação, melhor”, destaca Renato.

Uma pesquisa realizada pelo LinkedIn afirma que os 9 mil recrutadores e gestores de RH entrevistados já observam uma mudança na forma com que as empresas realizam seu processo de recrutamento e isso será cada vez mais uma necessidade do mercado, considerando o volume crescente de pessoas e informações disponíveis na rede. O processo de triagem através da tecnologia vem permitindo que as empresas economizem tempo, dinheiro, e também diminuam o envolvimento humano no processo de contratação, obtendo assim mais assertividade nos perfis dos candidatos.

Renato ressaltou que recrutar talentos hoje é uma parte estratégica das operações de qualquer empresa e é imprescindível aprender a melhor forma de trabalhar as ferramentas que temos disponíveis para otimizar esse processo.

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