A crise não para: Uber perdeu US$ 1,5 bilhão no último trimestre

2017 foi um ano polêmico para a empresa, o que pode ter afetado profundamente suas finanças

Tainá é repórter da StartSe

1 de dezembro de 2017

2017 está sendo um ano no mínimo singular para a Uber. A empresa de transporte por aplicativo foi acusada de roubar documentos secretos pela Waymo, companhia de carros autônomos da Alphabet – uma holding do Google. A companhia também sofreu uma mudança de governança quando o fundador Travis Kalanick renunciou ao cargo de CEO, que agora pertence à Dara Khosrowshahi. Recentemente, a empresa foi hackeada e acusada de ter um departamento para roubo de segredos comerciais por um ex-funcionário.

No começo, as finanças da empresa continuavam a ser um ponto positivo em 2017. Mas algo mudou: apesar de sua receita continuar crescendo, se comparado ao ano passado, suas perdas cresceram muito mais. Apenas nos últimos três meses, a empresa perdeu US$ 1,5 bilhão. Esse é um cenário perigoso para a empresa, principalmente porque a Uber pretende realizar uma oferta inicial pública (um IPO, ou seja, abrir o capital, tornando-se pública) ainda em 2019.

Além disso, seus concorrentes vêm crescendo de tamanho ao longo deste ano – é o caso da Lyft, que lucrou três vezes mais do que em 2016. A empresa também expandirá seu serviço para o Canadá em dezembro, tornando-se concorrente também neste país (até então, a empresa só atua nos Estados Unidos).

Carros autônomos

Mas, independente das polêmicas e receita, a Uber continua investindo em novas tecnologias. A empresa do Vale do Silício está investindo pesado em carros autônomos – um representante da Volvo informou que a Uber pretende comprar 24 mil carros autônomos da empresa de automóveis.

O objetivo da Uber é apenas um: ter uma frota de carros autônomos para, aos poucos, não precisar mais de motoristas nas corridas por aplicativo. Com isso, a empresa lucrará mais.

Mas, como no transporte por aplicativos, a empresa não é a única nessa empreitada. A Lyft e a Waymo se juntaram para construir seus próprios carros autônomos. Seja quem for que lance primeiro, fato é que as empresas do Vale do Silício estão apostando nessas inovações para crescerem ainda mais. A experiência das empresas mostra que uma mudança de paradigma é possível – lembra-se quando o Uber era uma estranha novidade? – e ultrapassa as fronteiras do Vale do Silício. Para aprender com profissionais do Vale do Silício, o berço das inovações do mundo, participe das missões e Learning Experience. Com essas oportunidades, você participará de workshops e visitará empresas de sucesso, fazendo networking em todo o processo.

(Via Business Insider)

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