Geração Z já é passado, agora é a vez da Geração C

Diferente de outras gerações, a Geração C não está relacionada a uma época cronológica, mas ao comportamento das pessoas

Isabella Câmara é repórter do StartSe.

5 de junho de 2018

Talvez você já tenha ouvido os termos Geração X, Y e, o mais recente, Z – utilizado para denominar os nascidos entre os anos de 1990 e o começo dos anos 2010. Nomenclaturas desse tipo foram criadas para identificar o comportamento de um determinado grupo de pessoas a partir da época em que essas pessoas nasceram. Mas parece que até essa última geração está ficando para trás.

Agora, o novo termo é Geração C. Diferente de outras gerações, esse grupo de pessoas não está relacionado a uma época cronológica. A nova geração, composta por millennials e integrantes de outras gerações que encaram o mundo por uma ótica mais inovadora, é organizada pelo seu modo de agir, pensar e se relacionar na era conectada. “Independentemente da faixa etária e dos rótulos, o fato é que vivemos hoje em uma geração conectada. Em algum nível, todos estamos conectados. Até um cara lá na Amazônia, onde não tem eletricidade, fica sabendo mais rapidamente das notícias”, diz Marcelo Tas, no curso ConecteSe, em parceria com a StartSe.

Conexão, de acordo com Tas, é a marca dessa geração que faz questão que todo mundo saiba de tudo. “Por mais que a gente ainda viva exemplos de desigualdade na grande rede, essa contaminação, e o fato de existirmos e nos relacionamos, já transformou totalmente a nossa forma de viver”, afirma.

Como se comunicar com a Geração C?

A Geração C não é mais tão afetada pela comunicação publicitária tradicional, que se aproveitava de interrupções e anúncios. “Para falar bem com esse público é essencial entender seu idioma”, explica Tas. Mas ele não está dizendo para utilizar apenas memes e saber falar o famoso “internetês”. Para se comunicar com esse público, é necessário entender as formas e a velocidade com que as mensagens são passadas. “E também não adianta tentar falar de um jeito fingindo que você é o nativo digital, se você não é. Não é legal pagar o mico de ser o tiozão da internet e querer falar um monte de gírias que, para os nativos, são muito naturais”, diz.

Com essa mudança de comportamento, o modelo de comunicação até então utilizado pode não funcionar tão bem quanto antes. Para engajar a Geração C é preciso oferecer um conteúdo relevante e envolver o público na produção do mesmo. Além disso, de acordo com Tas, é essencial encontrar o seu próprio jeito de devolver a mensagem para esse tipo de público.

Para ele, ser direto, claro e transparente é a melhor forma de engajar uma audiência formada, majoritariamente, pela Geração C. “Uma coisa muito importante e crucial na era digital é a autenticidade. Se você não sabe algo ou está em dúvida da forma como você está falando, deixe isso claro. Quando você é autentico e o cara perceber que você não está enrolando ele, imediatamente se estabelece uma ligação e um engajamento”, explica.

Em parceria com a StartSe, Marcelo Tas compilou toda sua experiência em um treinamento que ajudará pessoas a se comunicarem com os nativos digitais – e um dos assuntos abordados no curso é a Geração C. Quer saber mais? Aproveite que as inscrições para o ConecteSe estão abertas e garanta sua vaga! Mas cuidado: só estão abertas por tempo limitado. 

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