Ensinar sobre como criar empatia com o cliente, Star Wars pode

Segundo Marcelo Tas, muitas técnicas de empatia são aplicadas no filme Star Wars e também podem ser replicadas para o mundo dos negócios

Isabella Câmara é repórter do StartSe.

7 de junho de 2018

O conceito de empatia, cunhado por um teórico alemão chamado Wilhelm Worringer, nasceu há muito tempo atrás, no final do século XIX. “Foi esse teórico que definiu a empatia pela primeira vez”, explica Marcelo Tas, destacando que a teoria dele defendia que quando uma pessoa olha uma pintura triste, consequentemente, a pessoa ficará triste também.

E esse conceito também está sendo aplicado ao mundo dos negócios, principalmente, por estudiosos do Vale do Silício. “Mais recentemente esse conceito de empatia é recolocado por vários estudiosos do Vale do Silício, que começaram a usar o conceito para entender o consumidor nessa era de transformação digital. Eles criam vários jogos, metodologias e técnicas que nos ajudam a fazer isso”, diz.

A metodologia mais aplicável ao mundo empreendedor, para Tas, é o Mapa da Empatia, criado por Dave Gray. “Nessa técnica a pessoa entende as dores do outro, mas isso não quer que ela vá sentar ao lado da pessoa que queria entender e começar a chorar. A técnica é propor uma saída para aquela situação”.

Star Wars é um grande exemplo disso, segundo Tas. “O Luke Skywalker vive angustiado porque está com medo de algo desconhecido, a força. Ele encontra um mentor, um cara que olha para ele com empatia, o mestre Yoda. Yoda não fica sentado do lado do Luke, ele observa seu discípulo com empatia e fala: você é um Jedi e vai ter que aprender a lidar com isso”, conta. É dessa forma, ao colocar a mão na massa, que Yoda consegue fazer as coisas junto com seu discípulo e o fez entender a arte do Jedi.

Segundo Tas, Yoda só conseguiu fazer isso pois entendia a frustração que Luke Skywalker sentia ao tentar dominar a força – ele já tinha passado por isso há um tempo atrás. “Só por isso ele foi capaz de pegar o cara pela mão e na prática mostrar um exercício que ele era capaz de sair daquela situação. Se Yoda não fosse um Jedi experiente, nada valeria a empatia”. Assim como Yoda, de acordo com Tas, nada adianta a empatia e a identificação se uma marca, empresa ou produto não for capaz de propor uma saída prática para o problema de uma pessoa.

Aliás, hoje (7) às 21h acontecerá um workshop ao vivo e online que ensinará como criar uma audiência online que seja engajada com seu produto ou serviço. Não perca! Além disso, em parceria com a StartSe, Marcelo Tas compilou toda sua experiência em um treinamento que ajudará pessoas a se comunicarem com seu cliente de forma mais empática. Quer saber mais? Aproveite que as inscrições para o ConecteSe estão abertas e garanta sua vaga! 

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