O mundo nunca esteve tão cheio de oportunidades de ganhar dinheiro

São trilhões (sim, com TR mesmo, não é erro de digitação) em novas oportunidades que estão surgindo

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

28 de junho de 2017

Nunca antes na história da sociedade humana tivemos tantas oportunidades surgindo para empreender e ganhar dinheiro. É fato: estamos em uma transição de uma era para outra e isso cria inúmeras oportunidades de disrupção para que empreendedores criem novas soluções e fiquem ricos.

São trilhões (sim, com TR mesmo, não é erro de digitação) em novas oportunidades que estão surgindo. E sua vida vai continuar mudando, como mudou radicalmente desde o surgimento da internet e do smartphone nas últimas décadas. Carros autônomos, internet das coisas, energia sustentável, realidade virtual (e aumentada), você escolhe: não faltam oportunidades para empreender e ganhar dinheiro nas próximas décadas.

Só a segunda das tecnologias mencionadas (IoT) vai gerar estimados US$ 14 trilhões em 5 anos, praticamente o PIB dos Estados Unidos. Imagine o planeta ganhando uma nova superpotência em cinco anos, esse vai ser o impacto econômico estimado de apenas uma das tecnologias que estão surgindo.

Oportunidade de entrar neste negócio não falta. Uma startup brasileira, por exemplo, consegue conectar os equipamentos eletrônicos de sua casa com um aplicativo pelo preço de um celular. Você passa a poder ligar e desligar suas luzes e equipamento eletrônico (pode mudar a temperatura de um ar condicionado, por exemplo) usando a tela do seu smartphone.

Como ela, existem diversas outras. Tem empresas que estão desenvolvendo sistemas para transformar fábricas e indústrias inteiras em “inteligentes”. Um sensor em um equipamento pode avisar o pessoal da manutenção, explicando exatamente o que está acontecendo e economizando tempo e dinheiro. Isso vira ganhos de produtividade para as empresas e margem para preços mais baixos no futuro.

Ou ainda sensores inteligentes na rua que conseguem mensurar o fluxo de carros e determinar quanto tempo cada semáforo precisa ficar aceso para o mínimo de trânsito possível, mostrando o melhor jeito de uma cidade funcionar em tempo real. Câmeras inteligentes apontarão para onde mandar os recursos policiais e outros equipamentos vão analisar o que é necessário em cada bairro.

E eu só falei de uma única tecnologia até agora. Oportunidade como a Internet das Coisas existe mais que uma atualmente, o que é impressionante. Qual foi a última vez que o mundo esteve repleto de novas tecnologias a serem desenvolvidas e adaptadas para os consumidores? Eu não faço a mínima ideia, já que nem a 1ª onda da internet foi tão forte quanto que virá!

Desenvolvimento de novas gigantes

Um aspecto que mudará fortemente na próxima década será os grandes nomes da economia. Se hoje estamos habituados com os nomes Ford, GM, Fiat, é hora de rever nossos conceitos. O mercado de capitais (que ganha dinheiro prevendo coisas) acredita que Tesla estará entre essas em breve. Afinal, a companhia se transformou na maior montadora americana em valor de mercado, mesmo vendendo uma fração ínfima dos carros que as outras.

O que é isso? Expectativa de crescimento, muito crescimento, nas próximas décadas. O mercado de ações americano (não vou falar do brasileiro, que é muito pequeno e instável para esse tipo de análise) entende que ao longo dos anos, empresas vão deixar de serem relevantes e outras vão surgir.

Em 1955, ano que minha mãe nasceu, American Motors, Brown Shoe, Zenith Electronics e Collins Radio estavam entre as principais empresas dos Estados Unidos. Onde elas estão agora? Sumiram, são apenas memórias na mente de algumas pessoas. Algumas sobreviveram: GM, IBM e Whirlpool, por exemplo – mas tiveram que se manter inovadoras para tal.

E quando eu nasci, no ano de 1990, as 5 empresas com maior valor de mercado eram IBM, Exxon, General Electric, Phillip Morris e Shell. Eram empresas renomadas, com muitos anos de idade já: IBM nasceu em 1911, enquanto a Exxon era “filha” da Standart Oil, fundada em 1870. GE surgiu em 1892, enquanto a Phillip Morris era de 1902 e a Shell é a fusão de duas empresas nascidas em 1890 e 1897 (detalhe: as duas empresas se fundiram em 1907). A mais nova das cinco maiores companhias tinha 79 anos.

Comparada com as 5 de hoje, a maioria nem existia 27 anos atrás: Apple (fundada em 1976, renasceu na década passada com o iPod), Alphabet (dona do Google, fundada em 1999), Microsoft (nasceu em 1975, mas em 1990 não tinha lançado seu principal produto, o Windows), Amazon (nasceu em 1994) e Facebook (um adolescente de 2004). A mais velha das cinco empresas mais valiosas do mundo agora tem 42 anos de idade. É a Microsoft, que junto com a Apple são as “vovós” deste grupo.

Essa transformação que o mundo passou está em continuidade e se acelerando. Cada vez mais as pessoas adotam novos produtos e tecnologias com rapidez. Daqui 10 anos, como estará esse ranking das cinco maiores empresas do mundo em valor de mercado? Certamente não vai estar igual: alguma nova gigante vai ter surgido, nascendo ou renascendo com uma dessas tecnologias inovadoras que estão surgindo agora.

Quem vai ser a empresa gigante do mercado de IoT, já mencionado? E realidade virtual e aumentada? De carros autônomos? De inteligência artificial? Pense nas imensas possibilidades de que várias empresas surjam com novas tecnologias nem mencionadas aqui. São dezenas de empresas que vão surgir e valer bilhões de dólares.

Hoje, algumas delas já existem, já geram milhares de empregos e possuem produtos sensacionais. Elas são as startups de hoje em dia.

Muito dinheiro disponível para startups

Neste cenário de mundo, é impressionante a quantidade de dinheiro que existe disponível para investimento em novas empresas. Dezenas de fundos de venture capital estão correndo atrás de encontrar as empresas mais quentes e que podem se tornar unicórnios, isto é, startups com valor superior a US$ 1 bilhão.

Encontrar essas empresas pode ser sensacional para cada investidor, o melhor retorno da vida deles. Pense em quanto dinheiro alguém que tinha 5% do Facebook quando ele valia US$ 100 milhões pode ter recebido hoje, que a empresa vale cerca de US$ 450 bilhões. E tudo isso ao longo de quê… 10 anos?

Como investidor não quer ser bobo, há até um excesso de capital em certas partes do mundo. No Vale do Silício, algumas empresas donas de produtos “toscos” (na falta de uma palavra melhor) estão recebendo milhões e milhões para escalar suas atividades. Isso é excesso de capital, que, na pior das hipóteses, gera uma bolha.

Não muito tempo atrás, em 2001, tivemos uma. Muito dinheiro fluiu para empresas que, honestamente, não o mereciam. A maioria quebrou e desapareceu, o mercado de ações americano entrou em parafuso e levou boa parte dos outros juntos. Só que algumas empresas boas daquela época permaneceram: Amazon, Google, Mercado Livre, Netshoes… todas essas foram criadas pouco antes ou durante este período.

Boas empresas sobrevivem às bolhas. Só que investir em startup não é algo minimamente simples. É arriscado, muito mais arriscado que qualquer outro tipo de investimento. É para profissionais, não para amadores. Requer estudo, diversificação e capacidade de aceitação que todo o seu dinheiro investido pode virar pó. Pode ser lucrativo, mas pode ser devastador.

Dito isso, este é um bom momento para estar envolvido nisso. O dinheiro nunca esteve tão presente no ecossistema de startups, inclusive o brasileiro. Há inúmeros fundos, investidores-anjo pessoa física e outros veículos de investimento. Para entender um pouco melhor, recomendo a leitura deste ebook (de nossa autoria).

Companhias vão morrer e outras vão sobreviver

Voltando ao segundo intertítulo do texto, queria destacar que apenas 12% das 500 maiores empresas dos Estados Unidos em 1955 estão entre as 500 maiores de atualmente. A grande maioria morreu, foi comprada, virou irrelevante… desapareceu.

Se empresas de sucesso possuem esta taxa de mortalidade, imagine uma startup. Uma notícia nada animadora para você que está empreendendo ou pretende investir em startups é que a grande maioria morre, no mínimo uns 80%. E não é só aqui não: ao redor do mundo, é mais comum as empresas novatas morrerem do que terem sucesso.

Isso significa que não vale a pena empreender? Claro que não. Bom, se você não acha que pode ter sucesso, não empreenda. Mas se você tiver a sensação de que pode ser parte dos 20% dos empreendedores de sucesso, persiga teu sonho! Acredito que boa parte dos empreendedores só falham por falta de saber o que fazer.

Então quanto mais preparados esses empreendedores estiverem, maiores as chances de que eles tenham sucesso. Neste mundo de startup, posso afirmar que o primeiro passo de um empreendedor de sucesso é validar seu negócio e entender até onde ele pode ir – como fez, por exemplo, Mark Zuckerberg com o Facebook. Também preparamos um material com o básico que um empreendedor precisa saber para não deixar sua startup morrer.

Esse dinheiro pode ir para sua startup

Depois de validado o produto, é hora de começar a crescer. Uma startup normalmente cresce com taxas muito altas, de dois dígitos por mês, mas não se assuste se sua startup for mais devagar: há diferenças enormes entre os tipos de setores, segmentos e abordagens de mercado. É tolice querer colocar tudo na mesma caixa.

Muitos empreendedores acreditam que precisam de dinheiro para fazer suas startups crescerem. E eles estão certos e errados ao mesmo tempo. Certos pois o dinheiro de investimentos permite escalar as operações de extremamente rápida e errados pois tem gente que cresce suas startups sem investimento nenhum.

A primeira lição que se precisa aprender é que dificilmente um investidor sério (e é melhor você ter investidores sérios) vai colocar dinheiro em uma startup que é uma “ideia”. Ele vai colocar dinheiro em algo que ele já vê funcionando, apenas para crescer a operação. É ideal ter ao menos um MVP validado, funcionando, com clientes e faturamento, antes de procurar investimento. Não é bom tentar pular etapas, pois todas elas são importantes para você e para o investidor e vão garantir o sucesso da operação lá na frente.

Após começar a compreender melhor o mercado de investimentos para startups, um empreendedor começa a se apresentar para possíveis investidores. Chamamos isso de “pitch”. Em algum momento, você pode encantar um investidor e garantir mais reuniões, que podem resultar em negócio lá na frente.

Mas há inúmeros tipos de investidores. O dinheiro não precisa vir de uma pessoa, pode vir de uma empresa também, interessada em ajudar a startup para virar sócia, ou transformar aquela empresa em fornecedora – e em alguns casos, até adquirir aquela startup. Isso se chama corporate venturing.

O primeiro unicórnio brasileiro

As oportunidades são imensas e o ecossistema brasileiro de startups tem amadurecido rapidamente nos últimos anos. Acredito que é questão de tempo até surgir o primeiro unicórnio do Brasil, ou seja, a primeira startup com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão. A Argentina tem quatro (incluindo aí o Mercado Livre, OLX e Decolar.com), Portugal tem um (Farfetch)… e aqui, nenhuma ainda.

Candidatos óbvios existem, como 99 e Nubank. Mas também acredito naquelas que estão crescendo e ganhando escala agora, como tantas que existem na base do StartSe: empresas como Warren, TV Doutor, Doctor Talk, Yubb, Easy Carros, Beyond, Pipefy, SkyDrones, Cartorios.com.vc, Bee2Share. Todas essas podem ter um mercado bilionário na sua frente.

Enfim, poderia ficar um dia inteiro escrevendo empresas de alto potencial aqui, mas acho que vale a pena dar uma olhada na base do StartSe por si só, são mais de 5.000 startups lá. A sua empresa também pode ser um unicórnio. Oportunidade neste mundo em transformação é o que não falta.

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