Missão Índia: o país que está na vanguarda da inovação e empreendedorismo

A Índia foi classificada como o terceiro maior ecossistema de startups do mundo, com mais de 100 aceleradoras, 200 anjos ativos, 150 VCs e mais de 4.200 startups

Lucas Bicudo é repórter do Portal StartSe.

14 de setembro de 2017

As startups vêm impulsionando o crescimento econômico da Índia, sobretudo criando empregos e aumentando o acesso à educação e saúde. De acordo com um relatório da NASSCOM, a Índia foi classificada como o terceiro maior ecossistema de startups do mundo, com mais de 100 aceleradoras, 200 anjos ativos, 150 VCs e mais de 4.200 startups operando na região. O país está na vanguarda da inovação, tecnologia e empreendedorismo.

É diante dessas oportunidades que o StartSe montou a Missão Índia, uma semana de imersão em um mercado de 1,3 bilhão de pessoas e que promete ser o carro chefe da economia global nas próximas duas décadas.

Com mais de 300 milhões de pessoas com acesso à Internet, a Índia é agora a segunda nação mais conectada do mundo (depois da China). Cada pessoa conectada gasta, em média, 169 minutos por dia em seus smartphones em 2015. O influxo de smartphones e laptops de baixo custo, juntamente com planos móveis de custo também relativamente baixo, capacitaram pessoas em todo o país a se conectar, especialmente na Índia rural.

Embora esperemos que isso aumente ao longo do tempo, o país ainda tem algum caminho a percorrer, em termos de penetração móvel – são apenas 23 em cada 100 que possuem um celular. Os gastos do consumidor também aumentaram e é esperado que atinja US$ 3,5 trilhões até 2020, impulsionados pelo aumento do acesso, conveniência, conectividade, maior renda e emprego.

Uma pesquisa realizada pela KKR mostra como os níveis de renda mudaram ao longo dos anos, refletindo uma economia crescente e mais desenvolvida com maior poder aquisitivo.

A Índia é também o lar de alguns dos empresários mais jovens do mundo. A idade média de fundadores por lá é de 28 anos. O ecossistema viu um crescente número de startups bem-sucedidas – com um número considerável de exits acontecendo – mostrando sinais de um ecossistema amadurecido. Isso, consequentemente, levou a um aumento de empreendedores, mentores e investidores.

As startups indianas testemunharam um aumento no acesso a investimentos e uma redução no custo de construir uma empresa desde o início. Muitas dessas empresas são adaptações de equivalentes estrangeiras, incorporando estratégias na esperança de criar um modelo comercial que funcione localmente. Shailra Singh, da Sequoia Capital, disse recentemente: “não os vemos como clones, os vemos como mutantes”.

Já são 9 startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. São elas: Flipkart (US$ 15,2 bilhões); Snapdeal  (US$ 5 bilhões); OlaCabs (US$ 5 bilhões); InMobi (US$ 2,5 bilhões); Paytm (US$ 1,9 bilhão); Mu Sigma (US$ 1,5 bilhão); Quirk (US$ 1,5 bilhão); Shop Clues (US$ 1,1 bilhão); e Zomato (US$ 1 bilhão). Dessas, 5 são de Bangalore, 3 de Deli e 1 de Gurgaon.

Dados coletados da Trak.in e do CB Insights indicam que aproximadamente US$ 8,5 bilhões foram investidos nos últimos anos, com quase mil negócios fechados. O interesse de investidores não tradicionais, investidores estrangeiros, indivíduos de alto patrimônio líquido e um aumento nos micro VC resultaram em grandes valuations. A participação de fundos de private equity e fundos de hedge em rodadas de série C e D também foram causas desse aumento.

As verticais mais bem investidas nos últimos 12 meses foram as de tecnologia de alimentos, viagens, comércio eletrônico, finanças e pagamentos.

Oportunidades e tendências futuras

Adotar tecnologia deu origem à indústria de análise na Índia. Embora as startups de Internet das Coisas ainda não tenham subido ao centro do palco, podemos esperar mais deste espaço, tanto em termos de investimento, como no número de empresas que estão surgindo.

Existe a oportunidade de trazer startups globais para impactar o consumidor indiano. Já observamos um aumento desses players, como o Google e Alibaba, que querem capitalizar o crescimento da Índia. Também é provável que mais startups indianas sejam globais no próximo ano, fazendo aquisições para entrar em novos mercados.

Serão criados pequenos ecossistemas dentro do país. Isso pode ser importante para aqueles que estejam em estágios iniciais, com maior acesso a incubadoras e aceleradoras, anjos e espaços de coworking, que promovem orientação, recursos e investimentos.

Ao longo dos anos, a Índia conseguiu superar múltiplas adversidades, incluindo a escassez de infraestrutura, o deslocamento de ambientes econômicos e ineficiências dentro do sistema, além de barreiras culturais e sociais. O ecossistema atingiu a maioridade e agora há mais plataformas para os empresários aprender, crescer e produzir grandes empresas do que nunca. A classe média emergente também deu origem a uma nova geração de empreendedores: jovens, educados, ambiciosos, inteligentes e focados. O país só pode avançar a partir daqui.

Queremos mostrar tudo isso para vocês. Interessados em conhecer a Índia, sob uma perspectiva de empreendedorismo e tecnologia, não deixe de acessar o site da Missão.

Confira um vídeo:

(via TechInAsia)

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