Presidente do Itaú diz que está pronto para enfrentar fintechs

Candido Bracher afirma que fintechs não têm capacidade de lidar com set de produtos financeiros complexos

Itaú

Tainá é repórter da StartSe

17 de outubro de 2017

O Itaú Unibanco é o maior banco privado do Brasil, além de ser a segunda empresa brasileira em valor de mercado (só abaixo da Ambev). Candido Bracher assumiu o posto de presidente do banco em maio – e se vê preparado para liderar a instituição contra o ataque das fintechs.

Hoje, estima-se que existam 200 fintechs no Brasil, com potencial de tirar até R$ 75 bilhões em receitas dos grandes bancos nos próximos 10 anos, segundo o Goldman Sachs. O valor antes era destinado aos bancos tradicionais em áreas como cartão de crédito, por exemplo. O Nubank, operadora de cartão de crédito, é um exemplo de fintech que usa a tecnologia para dar maior liberdade e poder de consumo aos clientes.

Mas o CEO não está preocupado com a concorrência. “O que fintechs normalmente não têm é a capacidade de lidar com um complexo set de produtos financeiros”, ele afirma. Os grandes bancos possuem: ao invés das fintechs, eles lidam com uma grande quantidade de produtos, muitas vezes com marcas diferenciadas. A UBS, empresa de serviços financeiros, previu que bancos brasileiros poderiam fechar 30% de suas marcas paralelas.

E, de fato, o Itaú quer trabalhar junto com essas startups e possui seu próprio ambiente para empresas inovadoras – o Cubo, onde ela pretende aprender com o seu inimigo ao aprender com ele – e criou diversas “agências virtuais”, que se comunicam com clientes pelo WhatsApp. O Itaú, atráves do Cubo, busca manter-se competitivo no mercado a partir de inovações. Para saber como grandes empresas podem inovar a partir de startups, participe da Corporate Class, promovida pela StartSe. Confira.

Com mais de 27,4 milhões de clientes e quase 5 mil agências e quiosques, o banco tem uma grande quantidade de ativos. Bracher afirma que os bancos estão investindo buscando outros papéis para as suas agências existentes. “As pessoas querem reclamar para alguém de carne e osso. Não é a melhor forma de usar uma agência, mas se é isso que tem que ser…”, destaca.

A própria visão do CEO não é positiva apenas na relação do Itaú com as fintechs, mas também em relação ao país. “Você tem dois trimestres consecutivos de crescimento na economia, desemprego está caindo e uma grande queda na taxa de juros. Isso faz acreditar que a economia crescerá nos próximos meses”, afirma.

Com 58 anos, o Candido Bracher será aposentado compulsoriamente do cargo executivo com 62 anos, mas antes, pretende implantar uma estratégia de crescimento à longo prazo para o Itaú na América Latina.

(Via Financial Times)

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