Investimento-anjo: como avaliar um bom negócio?

Fábio Póvoa, investidor-anjo da Móvile, afirma que um bom time é mais importante que um modelo de negócios em uma startup

Tainá é repórter da StartSe

15 de dezembro de 2017

Agora que você já sabe quem são os investidores-anjo e seus erros mais comuns, chegou a hora de saber como avaliar um bom negócio ao investir em startups.

As oportunidades são inúmeras. Seja qual for o setor – varejo, mercado financeiro, jurídico, entre outros – há muitas empresas oferecendo suas soluções e buscando um impulso para o crescimento. Hoje você pode encontrar mais de 8 mil startups em nossa base, em diferentes estágios de amadurecimento.

E é justamente pelas inúmeras oportunidades existentes que os investidores-anjos devem avaliar constantemente onde devem investir. Fábio Póvoa, investidor-anjo da startup Best Berry e da gigante Móvile, apresentou alguns pontos a serem avaliados em negócios no curso Angel Class da StartSe, que aconteceu no dia 14/12.

Para Fábio Póvoa, bons negócios são sustentados por bons empreendedores e profissionais. “Entre um bom modelo de negócios e um bom time, escolha um bom time”, afirmou. O que caracteriza um bom empreendedor para ele, é a integridade, proatividade, habilidade de operação e liderança.

Mas esses pontos só são provados depois de uma longa relação com o empreendedor da startup. Em sua experiência, Póvoa só apostou nas startups depois de ter observado seus crescimentos ao longo dos meses. É importante que a startup cresça e, mesmo que algo dê errado, demonstre que conseguiu um aprendizado validado.

Para observar de perto o crescimento (ou não) da startup, um relacionamento contínuo entre o possível investidor e a startup é necessário. Uma boa dica é conhecer como a startup surgiu, o time e a história que contam. Apesar de não exercer o papel de funcionário ou chefe na startup, é interessante que o investidor inclusive visite a startup para sentir e conhecer a rotina da empresa.

Além disso, há ainda a pesquisa de mercado. Ao investir na fintech Iugu, uma plataforma para automação financeira, Póvoa comprou até um relatório sobre processamento de pagamento do banco J.P Morgan para entender ainda melhor as tendências desse mercado.

E como o mercado enxerga essa iniciativa também é importante: “Ative seu network, consulte os experts da indústria e outros investidores-anjo sobre a oportunidade”, recomenda Póvoa. Nesse caso da pesquisa, até procurar a startup no Google e ver como é ranqueada, vale.

Para bons negócios, o investidor dá um ultimato: “As startups devem mostrar que é diferente em coisas relevantes”, provando (e comprovando) seus valores. Se deseja mais dicas sobre captação de investimentos, baixe o nosso e-book grauito.

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