Sou investidor-anjo e investi em startup. E agora?

Fábio Póvoa discute os próximos passos da relação entre startup x investidor anjo na Angel Class, que aconteceu hoje

Tainá é repórter da StartSe

18 de dezembro de 2017

Agora que você já sabe o que fazem os investidores-anjo, quais são os principais erros cometidos e fez um bom negócio, é bom saber quais são os próximos passos.

Fábio Póvoa, um dos maiores investidores-anjo do Brasil, apresentou como os investidores-anjo devem acompanhar as startups investidas no Angel Class que aconteceu no dia 14/12.

“Agora o relacionamento entra em uma nova fase”, disse o investidor. Para ele, esse relacionamento dependerá do posicionamento do investidor e comportamento dos fundadores. Cabe aos fundadores realizar repasses mensais ou semanais com o CEO da startup para investidores ativos, ou seja, o líder ou membros do conselhos.

Também é importante trazer relatórios para investidores passivos ou membros de um sindicato acompanharem a empresa por meio de reports. Nos relatórios, é interessante que haja dados como receitas por linha de produto/serviço, despesas (desde salários e custos em geral), e indicadores de desempenho pré-acordados, que podem variar de acordo com modelo de negócio e estágio.

“Investimento não é dinheiro jogado fora. Acompanhe-o, ele é volátil e líquido”, comenta Fábio Póvoa. Ao mesmo tempo, o investidor não deve fazer uma microgestão da startup. “Lembre-se que você está dando suporte ao founder, deixe que ele conduza o show”.

As discussões entre os fundadores e investidores devem ser focadas em alguns pontos-chave, para todos estarem na mesma página: estratégia, lições aprendidas, ações, responsabilidade, resultados esperados e oportunidades de futuras captações.

“Os relatórios de desempenho podem ser compartilhados com possíveis novos investidores”, afirma Póvoa. Conforme discutimos aqui, para enxergar um bom negócio, investidores-anjo gostam de acompanhar a tração da empresa –  que é possível através dos mesmos relatórios.

Um investidor pode ajudar em futuras captações da empresa conversando sobre sua experiência com outros investidores-anjo e venture capital, por exemplo. No caso de uma nova rodada, um passo do investidor-anjo que conta muito é se ele voltará a investir. Se investir, outros investidores terão a certeza que a startup está indo bem. Se não investir, os possíveis investidores se questionarão do porquê.

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