Quer realizar seus sonhos? Escreva seu obituário

Um exercício que tenho proposto em workshops e sempre deixa as pessoas impactadas é escrever duas versões do seu próprio obituário

Fundador da Nasajon Sistemas e membro do grupo de investidores-anjo “Harvard Angels do Brasil“

30 de setembro de 2015

Você já ouviu falar de profecias autorrealizáveis? Acho que escrever o próprio obituário é um exercício que pode se encaixar nesse conceito. Muitos já se deram conta de que as mudanças são inevitáveis, mas quase sempre têm dificuldade em iniciá-las (pesquisas indicam que mais de 85% da população evita mudanças). Por isso, de tempos em tempos, precisamos revisitar os nossos sonhos, ver se já não é tempo de fazer algo concreto para realizá-los, mudar o discurso de “poderia” para “vou”.

Um exercício que tenho proposto em workshops e sempre deixa as pessoas impactadas é escrever duas versões do seu próprio obituário. Numa delas você escreve sobre a vida que está levando e qual é o legado que ela vai deixar se você mantiver as coisas no rumo que estão.

Na outra versão, você imagina a vida que gostaria viver, escreve qual é o resultado de você ter finalmente dado aquele passo que há anos quer dar, mas ainda não deu. Pensa em separar? Mudar de profissão? Ir para outro país? Largar tudo e viver de pesca num povoado do interior do Ceará? Escreva o seu obituário (para daqui a 120 anos) e imagine como seria a sua vida se realizasse esse sonho.

Sonhos não se realizam sonhando, se realizam fazendo

Conheço uma pessoa que estava muito bem de vida (financeiramente falando), mas vivia infeliz. A autoestima baixa resultou em um descuido de seu corpo, casamento digamos “morno”, com infidelidades (desconfio que dos dois lados) servindo como “válvulas de escape” e uma vida social de mentirinha, sorrindo para as fotos. Em determinado momento a bolha estourou e essa pessoa decidiu assumir as rédeas do próprio futuro. Deu alguns passos que mudaram a sua vida para sempre.

Começou com uma cirurgia bariátrica e, pouco depois, separou-se. Hoje vive uma vida (aparentemente) muito mais equilibrada e harmoniosa. Entenda: não estou fazendo apologia ao divórcio, nem a “pular a cerca”, apenas estou constatando que, às vezes, as barreiras culturais (que nós mesmos criamos) são impeditivos para que possamos viver uma vida mais plena.

Nós construímos o futuro com as nossas escolhas

No ambiente empresarial não é diferente. Aliás, ele é um espelho de nossas atitudes pessoais. Sabe aquele funcionário que você quer demitir há séculos, mas não o faz por “pena”? Ou aquele fornecedor que vive pisando na bola, mas você continua mantendo na linha de produção? Ou aquele emprego que você odeia, mas não faz nada concreto para mudar? Pois é, a sua empresa e a sua carreira profissional são resultado das suas escolhas.

Às vezes, precisamos escrever o nosso “obituário”, ou em outras palavras, tentar enxergar o quadro de daqui a muitos anos no futuro, para entender o impacto das nossas ações, ou de nossas inações, no presente.

Avalie o seu nível de estresse para entender o quão importante é agir

 O nível de estresse costuma ser um bom indicador da necessidade de mudança. Quando estamos “zens”, não há muito motivo para preocupação, mas quando estamos à beira de um ataque de nervos, a saúde fica em xeque e uma ação se torna mandatória.

Para facilitar esse exercício, eu preparei um teste, baseado no livro “Adrenalin and Stress”, de Archibald Hart (ainda sem tradução no Brasil), que ajuda a avaliar rapidamente o seu nível de estresse. Ele não substitui uma avaliação médica, mas em função do resultado, pode indicar alguns caminhos para reduzir o estresse na sua vida.

Se tiver interesse, você pode fazer a avaliação online no link: claudionasajon.com.br/stress-test (não esqueça de deixar o seu comentário sobre os resultados, ou pelo menos fazer alguma crítica/sugestão sobre o exercício).

Até a próxima!

Claudio Nasajon

Fundador da Nasajon Sistemas

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