Brasileiros criam startup nos EUA que pode mudar a face da economia global

Ela tem o poder de mudar como a economia global se configura e fazer com a indústria o mesmo que a Uber fez com os automóveis

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

6 de outubro de 2016

Por mais que falemos de como aplicativos e serviços de nuvem estão mudando o mundo aqui no StartSe, grande parte dos produtos que você consome na verdade são produzidos por processos industriais tradicionais que consomem muito dinheiro e que são difíceis (para não dizer impossíveis) de montar de um dia para o outro.

Mas e se a tecnologia pudesse impactar nisto também? E se a tecnologia permitisse que os ativos fossem emprestados de uma companhia para outra? É o que pretendem 3 jovens brasileiros – Claudio D’Amato, Derian Campos e Diego Vergini -, que criaram uma startup em Michigan, um dos corações industriais dos Estados Unidos.

Chamada Bee2Share, ela tem o poder de mudar como a economia global se configura e fazer com a indústria o mesmo que a Uber fez com os automóveis: fazer com que eles deixem de ser subutilizados. “Sentimos a falta de uma ferramenta digital para suprir esta demanda da indústria”, afirma Derian Campos, que agora ocupa a presidência da startup.

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Explico: talvez o setor da sua fábrica (chamaremos ela de Roldanas Bacanas Ltda) esteja em crise, enquanto outro setor esteja ganhando tração e força e uma fábrica esteja em busca de expandir (vamos supor que seja a Botões Grandões Industrial). Suas máquinas e equipamentos estão parados, enquanto o outro não tem capital para expandir logo de cara. E se vocês fizessem um acordo, com as Roldanas Bacanas emprestando ou vendendo parte do maquinário para a Botões Grandões em troca de dinheiro?

A Roldanas Bacanas rentabiliza seu ativo, não permite que ele fique parado gerando apenas custos. E a Botões Grandões acaba usando maquinário dos outros e não precisa gastar um caminhão de dinheiro para expandir sua capacidade de imediato, diminuindo (e muito) o risco. Esse tipo de ferramenta é capaz de facilitar e muito o empreendedorismo industrial e permite que companhias sejam mais eficientes – além de garantir que elas consigam atender melhor variações de demanda.

A Bee2Share teve a versão beta lançada nesta semana no mercado global industrial e já conta com mais de 12 máquinas cadastradas e 21 conexões. A ideia da startup é poder gerar novos negócios para as indústrias, gerando leads e novos relacionamentos.

Através de um sistema de inteligência artificial, o sistema procura constantemente gerar oportunidades de negócios entre os usuários. Assim, eles receberão notificações destas oportunidades e poderão se comunicar através do sistema de chat interno da plataforma.

Com isso a Bee2Share usa os conceitos da economia compartilhada para fortalecer o mercado e a economia global. “Estamos vivendo um momento onde presenciamos a transformação dos mercados e novos hábitos de consumo. Também a nova era da economia colaborativa, onde a união de esforços e expertises vão fomentar o desenvolvimento e crescimento das indústrias e fornecedores que se adequarem a esse novo modelo”, afirma Claudio D’Amato, CEO da Bee2Share.

Bee2Share promove a geração de leads, a oportunidade de novos negócios e produtividade no desenvolvimento de fornececedores e parceiros comerciais. “O compartilhamento de ativos é uma ferramenta importante para a sustentabilidade dos negócios da indústria, além de viabilizar o desenvolvimento de novos negócios e projetos sem a necessidade de grandes investimentos. “ complementa Claudio.

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