StartSe Base: conheça a startup que pode ser o “Nubank dos investimentos”

Startup quer revolucionar, facilitar e melhorar a forma que você realiza investimentos; e já tem 15.000 pessoas interessadas

warren

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

12 de janeiro de 2017

Estava conversando com um amigo esses dias, quando ele me deu uma sugestão de pauta bacana para fazer: “que tal conversar com o Tito da Warren (clique para ver o perfil na Base do StartSe)? Essa startup ficou muito legal! Vai ser o Nubank dos investimentos!”, disse ele com entusiasmo. Este meu amigo e o Tito dividiram o teto dentro da XP Investimentos – onde eu também trabalhei – e a vida levou cada um de nós para um lugar diferente.

Antes de mais nada, leitor, quero garantir que essa matéria é livre de qualquer conflito de interesse que exista no fato de que existe um sócio comum entre a Warren e o StartSe. Isto não acarretará nenhum ganho financeiro a este sócio e a Warren já está ganhando tração e visibilidade em veículos grandes que lhe trarão muito mais clientes do que o StartSe. Esta matéria, como todas as outras, é produzida para o nosso leitor com toda ética que tem pautado o portal desde seu começo. Caso quisesse enganar vocês, este aviso não seria feito.

Dito isso, vamos ao conteúdo! Existe um motivo para o qual todas as empresas com modelos de economia compartilhada que fazem sucesso viram “Uber de X” ou “Uber de Y”. Para minha surpresa, fintechs no Brasil também ganham esta alcunha. Mas em comparação com o sensacional Nubank e a Warren ganhou a alcunha de “Nubank dos investimentos”. E é fácil descobrir o motivo, basta perguntar ao fundador da companhia Tito Gusmão o que norteia a empresa: “estamos construindo uma plataforma de investimentos inteligente, simples e transparente”.

Parece (e é) muito parecido com os objetivos de quase todas as startups de sucesso neste ramo: serem inteligentes, simples e transparentes. A facilidade começa com a ajuda da inteligência artificial, que analisa teu perfil e lhe dá as sugestões do que investir. “Com ajuda do Warren (disponível aqui: www.oiwarren.com) as pessoas podem montar diversos objetivos de investimento, ter portfólios sofisticados construídos para cada um deles e investir”, conta Gusmão.

O processo acaba de ser aberto para os 500 primeiros usuários – e a fila para entrar já superou 15.000 pessoas. Na verdade, na hora que fui começar a matéria, minha posição na fila era de 15.740 (P.S: a inteligência artificial traçou um perfil meu que eu realmente concordei, desta vez). O motivo disso? A proposta é realmente MUITO boa. “Tudo em um só lugar, sem necessidade de abrir conta em outras instituições, com segurança, custo em média três vezes menor que bancos e corretoras e com uma experiência bacana do início ao fim”, explica Gusmão.

A importância de investir

Facilidade e custo baixo de nada adianta, se investir não fosse uma necessidade de qualquer ser humano que tem algum dinheiro de sobra e precisa planejar para os dias futuros. “Investir bem pode ser muito bom. Investindo bem podemos conquistar coisas materiais, como um apartamento ou uma bicicleta com foguete, podemos conquistar experiências, como uma viagem muito bacana e podemos conquistar nossa liberdade, como uma renda mensal vinda dos investimentos”, diz.

Contudo, a maioria das pessoas não faz o processo direito – e é para isso que existe a startup, garantir que tudo corra de maneira ideal para quem está poupando o dinheiro para a posterioridade. “Porém investir hoje tem dois grandes problemas”, alerta o fundador da Warren.

O primeiro problema apontado por Gusmão está ligado ao mercado – que, nem sempre, trabalha em prol do cliente. “Primeiro, é um processo cheio de conflitos de interesse. Quem vende os produtos financeiros (gerentes e assessores) ganham comissão sobre os produtos que indicam, então, eventualmente, os clientes podem receber um produto que é melhor para quem está vendendo ao invés de ser melhor para quem está comprando”, conta o fundador, que por anos trabalhou na XP Investimentos e conhece o funcionamento do mercado financeiro.

Mas, o segundo problema, tem a ver com o nível de conhecimento do investidor, que muitas vezes não sabe direito o que está fazendo. “Segundo… investir é difícil para cacete! São muitos termos, muitas siglas e plataformas nada amigáveis”, destaca. Pausa para merchan: é para ajudar neste sentido que o StartSe está promovendo o curso Invest Class, para formar novos investidores de startup, não deixe de conhecer.

Com isso, nasceu a Warren – que usa o nome do maior investidor de todos os tempos, Warren Buffett. “A inspiração do Warren é criar uma geração de bons investidores. Uma turma preocupada em investir bem. Então precisávamos resolver esses dois problemas e surgiu o Warren. Uma plataforma transparente e 100% alinhada com o investidor e também fácil, agradável e divertida”, explica.

Transformando a indústria dos investimentos

A Fintech de Tito Gusmão é mais um exemplo de como a tecnologia vem transformando cada segmento de atuação humano. “A tecnologia vem mudando para melhor a vida das pessoas de forma cada vez mais rápida. As revoluções que levavam 50 anos, passaram para 20, 10, agora 5 e provavelmente serão ainda mais rápidas para frente”, diz.

E ela tem uma história bastante similar às outras startups – planos gigantescos, começo humilde. “Isso porque a tecnologia permite que essas revoluções sejam criadas na garagem, no porão ou na cozinha de um apartamento) e confrontam o status quo, confronte o ‘normal’ ruim, confrontam as empresas estabelecidas”, conta.

Para ele, a Warren é mais uma das tantas startups que estão fazendo com que a sua vida seja melhor. “Com isso a forma como consumimos, como nos transportamos, como cuidamos da saúde ou como lidamos com dinheiro está mudando e quem ganhou o posto de ator principal foi finalmente o consumidor”, comemora o fundador.

Neste mundo, há mais competição e o consumidor tem muito mais poder, o que deverá puxar para cima a qualidade de todos os serviços. “É ele que dá um fim em um relacionamento com uma empresa ruim em 5 segundos ao arrastar ela para a lixeira do seu celular. E por isso cada vez menos vai existir espaço para empresas ineficientes ou mal intencionadas”, destaca.

Outro merchan: para ajudar empreendedores neste mundo, o StartSe tem dois projetos muito bacanas abertos no momento. Um é um curso online chamado Startup de A à Z, que ajuda a montar negócios campeões, evitando as principais dores dos empreendedores no início. O segundo é o Accelerator Day, um evento exclusivo em São Paulo para acelerar sua startup.

Início humilde…

Como startup nenhuma se faz sozinho, Gusmão iniciou a startup da cozinha de seu apartamento, com mais dois sócios, em Nova York. “Começamos como um trio, com habilidades distintas, mas complementares para o Warren”, conta, destacando ter sido muito importante ter sócios que soubessem fazer o que ele não sabia fazer.

Dos três sócios, ele era o que entendia de investimentos. “Meu background é de mercado financeiro, fui sócio da maior corretora do país durante muito tempo e estava morando em NY quando saí dessa empresa para montar o Warren”, explica.

Então ele foi atrás de alguém que saberia programar. “Eu sabia que precisava de um programador e um designer para começar o projeto a por sorte o programador eu já teria uma solução em casa. Meu irmão é desenvolvedor a vida toda e um dos maiores especialistas do Brasil em algoritmos de execução em bolsa”, conta.

E bateu um papo, regado à álcool, que foi determinante para colocar o próprio irmão no projeto – demonstrando muito entusiasmo e mostrando a necessidade do mundo de um projeto deste. “Precisei só de algumas cervejas para convencer ele a entrar no projeto”, destaca.

Depois do irmão, buscou alguém para ajudá-lo com design. “O designer eu já conhecia de outra empresa e também por ter trabalhado na Huge em NY (uma das 10 maiores agências dos EUA). Ele tinha no currículo trabalhos para o Google e Motorola e eu sempre fui fã incondicional do que ele fazia, então precisava muito dele pro Warren. Por sorte também foi fácil de convencê-lo”, diz.

…na cozinha!…

Foi aí que montou a empresa, diretamente de dentro da sua casa. “Nós montamos nosso QG na cozinha do meu apartamento, chamamos um freelancer pra ajudar e montamos o primeiro protótipo que seria apresentado poucos meses depois na maior feira de empreendedorismo dos EUA”, lembra.

Esta feira validou o sentimento de que a Warren era um projeto muito interessante – e fortaleceu os sonhos em seus fundadores. “Entre 500 empresas ficamos entre as 10 melhores e foi quando tivemos certeza que o Warren seria o projeto das nossas vidas”, explica.

Contudo, queriam montar esse projeto no Brasil, país de origem dos três. “Logo depois desembarcamos no Brasil e o time foi sendo montado. Para melhorar tivemos a entrada do Marcelo Maisonnave, que foi um dos fundadores da XP Investimentos”, conta. Marcelo também é sócio do StartSe e muito ativo na cena de fintechs do Brasil.

Com isso, a equipe vai crescendo e ficando cada vez mais montada para montar uma startup forte que melhore a vida das pessoas. “Ele trouxe todo o conhecimento e a experiência em prol de nos ajudar a montar uma empresa muito melhor. Hoje são 20 pessoas e vagas abertas para mais 10. Nossa turma Warren está crescendo!”, destaca.

…com muita responsabilidade…

Gusmão também pede para destacar que a startup pode ser isso, uma startup, mas não foge das imensas responsabilidades que regulam o mercado financeiro brasileiro. “O Warren é uma Gestora e Administradora credenciada e fiscalizada pela CVM (o xerifão do mercado financeiro), aderente a Anbima (a associação da indústria do mercado de capitais), tem auditoria externa, passa por todos os processos de compliance e usa como custodiante o Santander, um dos grandes bancos do mundo”, explica.

Com esse nível de regulação e segurança, ele ressalta que o usuário pode ficar tranquilo que a Warren não é apenas uma aventureira que entrou no mercado. “Somos startup e online, sim, mas isso não nos tira toda a carga de controles e normas que o mercado financeiro brasileiro tem”, destaca.

…vão montar o Nubank dos investimentos!

No fim da entrevista, conto para ele que nosso amigo em comum comparou sua startup ao Nubank, a fintech mais relevante do Brasil. ”Hehe… tenho sentimentos mistos quanto a isso. Claro que enche de orgulho esse link com um dos maiores cases de fintechs do país. Eu mesmo sou usuário do Nubank, algumas pessoas do Nubank são usuárias do Warren e temos pensamentos muito parecidos com relação a experiência do usuário”, destaca.

Mas ele quer construir um caminho separado para a Warren, fazer com que ela tenha “vida própria” entre as startups brasileiras – fazer com que seu nome seja conhecido no segmento. “Nós estamos trilhando o nosso caminho e preferimos ser conhecidos como ‘a melhor forma de investir’. É pra isso que trabalhamos e vamos seguir trabalhando todos os dias!”, termina. Boa sorte com isso!

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