Founder Institute mudou a vida de um empreendedor (que hoje é até mentor)

Durante 14 semanas, o programa ajuda empreendedores e startups a criarem empresas duradoras e de impacto social, com desafios reais

Lucas Bicudo é repórter do Portal StartSe.

6 de março de 2017

O Founder Institute está hoje em mais de 155 cidades, de 60 países diferentes e já lançou mais de 2.500 startups, que criaram, juntas, um número superior a 20 mil empregos. Pois bem, firmamos uma parceria com essa, que é uma das instituições de empreendedorismo mais presentes no mundo, para fazer o ecossistema de startups nacional ainda mais forte e globalizar o mindset do Vale do Silício.

Durante 14 semanas, o programa ajuda empreendedores e startups a criarem empresas duradoras e de impacto social, com desafios reais e assignments semanais. O FI oferece a estrutura, mentoria e o network para fazer anos de progresso em apenas 3 meses e meio.

Conversamos com Alexandre Dinkelmann – que é graduado no programa e agora também um dos mentores da instituição aqui no Brasil – sobre sua experiência e repertório à frente da Onyo, startup que quer trazer conveniência para quem almoça nas praças de alimentação de shoppings de todo o Brasil. Vejamos como funciona mais para frente.

Com a conversa com o Alexandre, me vem bastante em mente a célebre frase de Albert Einstein: “uma mente aberta a novas ideias nunca mais retornará ao seu tamanho original”. É ter humildade para sempre enxergar um possível ensinamento nos lugares mais inusitados. Tudo é bagagem, que você vai enchendo na mala da vida.

Dinkelmann fez engenharia elétrica na PUC-RJ e MBA em Stanford. Atuou 13 anos no mercado financeiro, foi sócio do Banco Pactual, lidando com investment banking, e depois foi gerir empresas, atuando como vice-presidente da Even Construtora e vice-presidente executivo da TOTVS, onde criou a TOTVS Ventures. Atualmente é empreendedor de startups.

Perguntamos sobre a relevância que o Founder Institute teve em sua vida:

Sobretudo, lidar com as próprias barreiras internas, crescer em cima delas e sair da zona de conforto. Mexeu com a minha essência como pessoa. O fato de ser acelerado nos EUA, em Nova York, onde não é a sua cultura, onde você não é um ‘native speaker’, te joga para o desconhecido. Em vários momentos da minha vida, desde criança, eu me jogo na zona de desconforto, saio vivo e ainda por cima melhor. O FI foi isso. Humildade para aprender e no fim se tocar que você se abriu para oportunidades que antes nunca havia imaginado.

Agora o empreendedor está do outro lado da moeda: tornou-se mentor. O que ele irá ensinar para as pessoas que agora estão no lugar aonde ele já esteve?

Eu sou um garoto de 45 anos de idade. Já passei por muita coisa na minha vida profissional e pessoal. Consigo e quero ajudar os empreendedores auxiliando em suas dores, conflitos pessoais e os altos e baixos do empreendedorismo. A ideia de que você não está sozinho, não está maluco por viver isso. Vou abordar sociedade – como escolher um sócio, se é importante ou não -, o papel da família e tratar sobre propósito. Isso o FI me ajudou muito. Por exemplo, eu tinha meu propósito, mas a metodologia deles me ajudou a transformá-lo em uma mensagem rápida. Parece bobo, mas às vezes em 30 segundos você tem que ser muito claro. É um baita exercício. Às vezes é mais fácil escrever 100 páginas do que uma. Posso também ajudar em vendas, finanças. Já fui investidor, executivo, empreendedor, já estive em todos os assentos da mesa. Então posso contribuir com isso.

Voltemos para a Onyo, que foi prometida no começo do texto.

Como funciona o aplicativo? Você trabalha perto de um shopping. Como você vive essa experiência hoje em dia? Você chega em uma praça de alimentação, tem aqueles 20 restaurantes, em geral você vai ficar aqueles 2, 3 minutos (ou mais) em uma fila, depois você pede algo, vão te dar uma senha e você fica ali esperando 10, 12 minutos pela comida. Todo dia você gasta 15 minutos. Fora que tem que achar uma mesa. Praça de alimentação era para trazer conveniência, mas mesmo que você não perceba isso claramente, ela não traz.

Nossa solução surge para resolver isso. Você sai do seu trabalho, usa o aplicativo da Onyo e tem as opções dos restaurantes de shoppings de todo o Brasil. Então você vai abrir o app, escolher o restaurante que você quer, já escolhe o prato, vê o preço, com poucos cliques você confirma o pedido e seu meio de pagamento já está cadastrado. Pela nossa tecnologia de nuvem integrada ao software do restaurante, o pessoal da cozinha já vai começando a preparar seu pedido, sem nem saber se o pedido veio da boca do caixa ou se veio pelo smartphone. A gente vai dizer: olha, seu prato vai ficar pronto em 12 minutos, vá andando. É só se identificar no restaurante com a senha.

Me despertou curiosidade sobre como funciona o sistema de parcerias.

Assinamos contrato com as franquias. São elas que pagam nossa receita. O usuário não paga nada – o mesmo preço que ele pagaria no balcão ele paga pelo aplicativo. Mas os shoppings nos apoiam com bastante marketing. No início foi muito importante para nos dar credibilidade. Fechamos parceria com as 5 grandes redes de shoppings do Brasil: Multiplan, BRMalls, Ancar, Aliansce e Brookfield.

O aplicativo está crescendo. Já passou pelo crivo do Founder Institute e hoje é parceiro dos grandes nomes do seu segmento.

Qual foi a importância do programa para o desenvolvimento da startup?

Nós já estávamos formados quando chegamos no FI. O que eu mais gostei foi ser acelerado nos EUA, que é o berço do ecossistema de empreendedorismo. Ajudou muito com uma metodologia de escassez. Importantíssimo para nosso aprendizado como startup, como empreendedor, lidar com uma escassez absurda de escolhas. Ligado a isso, pensar em ciclos muito mais curtos, de uma ideia, você testar rápido e colocar na rua. Isso o FI bateu muito na tecla. A cada semana você tinha que ter avanços muito concretos e trazer seus clientes rápido para esse jogo de tração. Então a cada semana você tem que ter uma sacada, você tem que testar um protótipo ou uma tese, engajar alguém, medir isso e ir para cima. Isso acho que foi muito bom para gente, reforçar esses conceitos. Escassez e ciclos muito curtos de interação e ação.

Certamente isso influiu nos resultados obtidos.

Com certeza. Mudamos e ajustamos processos de gestão da empresa, de desenvolvimento, de design, de testes com nossos clientes, de desenho de equipe. Se eu tivesse vindo para o FI dois anos antes, eu tinha ganho pelo menos duas centenas de milhares de dólares economizados. Foi excelente o aprendizado para gente.

Para finalizar: quais são as metas para 2017?

Em 2017 a gente quer ativar algumas dezenas de praças de alimentação, principalmente em São Paulo – é uma cidade estratégica. Estamos crescendo em equipe e estamos trabalhando com uma captação institucional, de seed Money. O produto está pronto, está funcionando no mercado, já temos essas alianças e acordos com mais de 25 operadores de restaurantes. Gente grande, como Vivenda do Camarão, Casa do Pão de Queijo, Mister Pizza, Pizza Hut, por exemplo. O plano é aumentar mais ainda essa presença.

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