Startup do Cubo: Dr. CUCO usa gamification e IA para auxiliar pacientes

Por meio do seu aplicativo de lembrete de medicamentos e adesão ao tratamento, a startup orienta o paciente sobre sua saúde

Lucas Bicudo é repórter do Portal StartSe.

26 de dezembro de 2016

O Cubo Coworking Itaú recentemente comemorou seu primeiro aniversário e promoveu um evento para empreendedores, investidores, representantes de grandes empresas, imprensa, startups e influenciadores do ecossistema. O StartSe esteve lá e teve a oportunidade de conhecer de perto as residentes da casa e seus projetos inovadores. Queremos te contar uma por uma, por isso damos início a série Startups do Cubo. A de hoje é o Dr. CUCO.

A saúde passa por uma grande transformação no mundo. As startups de saúde começam a ganhar destaque resolvendo gaps do setor, reduzindo ineficiências e melhorando a saúde da população. Um dos principais problemas envolve a falta de adesão ao tratamento médico por parte dos pacientes.

As pessoas estão vivendo mais e melhor, porém com o aumento da expectativa de vida, surgem complicações ligadas, em especial, às principais doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e infarto.

Essa startup surgiu justamente para ajudar Operadoras de Saúde, Hospitais, Secretarias de Saúde, Farmácias e Indústrias Farmacêuticas a melhorarem os números de adesão ao tratamento de seus pacientes, reduzindo custos e trazendo mais saúde, informação e qualidade de vida para seus beneficiários.

Para janeiro de 2017, O Dr. CUCO lançará uma nova versão de seu aplicativo de lembrete de medicamentos, que contará com conceitos de gamification e inteligência artificial.

“Lembrar o paciente na hora certa de tomar seu medicamento aumenta consideravelmente os níveis de adesão ao tratamento, o que pode ser comprovado pelos números de adesão dos mais de 4.500 usuários diários que usam o Dr. CUCO”, aponta Gustavo Comitre, diretor de produto da empresa.

Em sua nova versão, o Dr. CUCO irá também educar o paciente sobre sua condição de saúde e acompanha-lo em toda a sua jornada. Já para as empresas de saúde, a conexão do aplicativo com a plataforma de acompanhamento de pacientes permite que elas acompanhem dados de saúde de seus beneficiários em tempo real, bem como identifica perfis de risco, comportamentos e envia mensagens personalizadas para cada perfil de usuário.

Segundo Livia Cunha, CEO da empresa, a plataforma representa uma maior viabilidade econômica e apresenta maior eficiência no monitoramento de pacientes crônicos, se comparado ao modelo tradicional de monitoramento.

Grande parte das empresas de saúde ainda adotam o call center. Nesse caso, o custo referente a cada paciente acompanhado pode chegar até R$ 1 mil por mês, dependendo do número de ligações e complexidades do tratamento.

Outro produto da empresa que em breve também estará disponível é um robô que pode conversar com o paciente e responder as principais dúvidas sobre seu tratamento, doença e medicamentos.

Por meio da tecnologia do Watson, da IBM, o objetivo é disponibilizar uma enfermeira digital 24 horas por dia, que converse e responda as perguntas de uma maneira natural e clara para qualquer pessoa entender. O robô está sendo construído em parceria com alguns dos principais portais de saúde sobre doenças crônicas do Brasil.

Para 2017, além da segunda versão do aplicativo e o chatbot, já estão confirmados projetos no Santa Helena Saúde – operadora recém vendida para o maior grupo de saúde do mundo, a United Health -, e no hospital HCor.

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