Startup do dia: quer ter descontos de até 80% em passagens aéreas ou ganhar uma renda extra?

A comercialização de milhas na plataforma ocorre de forma bem simples: basta acessar o site, pesquisar voos, comparar seus preços e comprar em dinheiro o ticket emitido com as milhas de vendedores cadastrados

Lucas Bicudo é repórter do Portal StartSe.

26 de julho de 2016

No próximo dia 5 de agosto será dada a largada para os Jogos Olímpicos Rio 2016, o maior evento esportivo do planeta. Nesse contexto, é impossível passar por essa experiência sem conhecer a MaxMilhas, uma startup que intermedeia a compra e venda de milhas, possibilitando descontos de até 80% em passagens aéreas e garantindo segurança e transparência em todas as operações. Para auxiliar na compra dessas passagens, a plataforma tem seu próprio sistema de busca de voos, permitindo a comparação entre valores disponibilizados pelas companhias e aqueles encontrados por milhas no portal.

“Será um momento especial que, com certeza, nos encherá de orgulho e jamais será esquecido. Afinal, não é fácil organizar e realizar uma edição dos Jogos Olímpicos, ainda mais em uma nação com dimensões gigantescas como a nossa. Como um player do segmento de turismo, estamos muito animados com esse momento, tendo em vista que, por intermédio de nossa plataforma, já é possível adquirir passagens para assistir ao evento, mesmo de última hora, a preços acessíveis, se compararmos aos valores praticados pelas companhias aéreas nessa véspera de Jogos Olímpicos”, explica o sócio-fundador Max Oliveira.

A comercialização de milhas na plataforma ocorre de forma bem simples: quem deseja comprar passagens basta acessar o site, pesquisar voos, comparar seus preços e comprar em dinheiro o ticket emitido com as milhas de vendedores cadastrados no site. Os usuários de programas nacionais (Multiplus/TAM, Smiles/GOL, Amigo/Avianca, TudoAzul/Azul) e internacionais (American Airlines/AAdvantage, TAP/Victoria, British Airways/Avios e AirFrance/Flying Blue) acessam o site e cadastram a oferta de milhas para venda, escolhendo o valor que desejar.

Trata-se, portanto, de uma proposta que ajuda a evitar o desperdício dos pontos acumulados nos programas de relacionamento dos cartões de crédito. Segundo dados do Banco Central, somente em 2014, os brasileiros deixaram de resgatar 53,4 bilhões dos pontos gerados nos programas de relacionamento dos cartões de crédito, o equivalente a 24% da pontuação obtida nesse mesmo ano, que corresponde ao dobro do percentual apurado em 2010 pela mesma instituição. Dos 992 bilhões de milhas adquiridos com cartões de crédito entre 2010 e 2014, dois terços foram destinados a passagens aéreas e bens de consumo, enquanto uma média de 17% expirou frente ao prazo de validade ou ao cancelamento do próprio cartão.

Beleza. A ideia é uma maravilha. Até demais. Mas por que então essa não é uma prática comum, que está na boca do povo desde o começo dos tempos? Até agora, as companhias de milhas estão jogando contra.

“Os contratos dos programas de fidelidade apresentam uma cláusula que alega que as milhas são de propriedade da empresa fornecedora das milhas (companhia aérea ou programa de fidelidade) e não do consumidor, que está adquirindo-as. Portanto, segundo essa cláusula, o consumidor não pode vender, doar, nem exercer direito de herança sob as milhas, podendo, apenas, utilizá-las para resgatar um produto das empresas parceiras do programa. Mas no fim não é ilegal comercializar milhas aéreas, pois não existe nenhuma lei que proíba essa prática”, diz Max.

Vejamos isso melhor.

Na visão da MaxMilhas essa cláusula fazia sentido na criação dos programas de milhagem, tendo em vista que, logo no início, as milhas eram de fato, cedidas aos consumidores como forma de recompensar sua fidelidade ao embarcar em um voo da companhia aérea. Era um benefício, um presente, fornecido de forma gratuita. No entanto, com o passar dos anos, essas empresas alteraram seu modelo de negócio e isso precisa ser levado em consideração.

“A primeira grande mudança aconteceu depois que esses programas firmaram parcerias com os bancos, que começaram a comprar as milhas para repassa-las aos seus clientes. Aí elas passaram a ser vendidas para outras empresas, que revendiam aos seus consumidores como um produto agregado e não mais como carta de fidelidade”, continua.

Atualmente, as companhias aéreas embutem o preço das milhas até no valor da passagem de seus próprios voos – é por isso que, hoje em dia, em voos muito baratos o passageiro não tem direito ao acúmulo de milhas. Esse mercado evoluiu de forma que os programas de milhagem das duas maiores companhias aéreas do Brasil, antes compostos por pequenos departamentos, se emanciparam, tornando-se empresas independentes, que vivem com lucros maiores do que as próprias companhias aéreas por meio da venda de milhas.

“Já se tornou possível que o consumidor compre as milhas propriamente ditas, sem que seja um produto agregado a algum serviço, diretamente no site das companhias aéreas ou dos programas de fidelidade. Assim, existe uma relação onerosa muito clara na relação do consumidor e dos programas de fidelidade”.

Pelo direito do consumidor, contratos que apresentam uma relação onerosa entre consumidor e iniciativa privada não comportam cláusulas de inalienabilidade. Como poderia então uma empresa vender um produto e sustentar uma cláusula que afirme que o direito de propriedade desse produto continua sendo da empresa e não do consumidor que o adquiriu?

Baseada nessas mudanças, a startup acredita que as milhas são sim propriedade do consumidor final, o qual pode vende-las, se for de interesse próprio – o que não omite o fato de que se necessita sim de uma legislação específica para essa prática.

“Independentemente da questão legal do mercado de comércio de milhas, acreditamos que a MaxMilhas agrega valor não só para seus clientes diretos, compradores e vendedores, mas também para seus stakeholders tão importantes. Isso ocorre em duas frentes:

Na relação com os programas de fidelidade, estimulando mais pessoas a adquirem milhas aéreas e aumentando o consumo de seus clientes, evidenciado quando se analisa o perfil das milhas anunciadas à venda dentro da plataforma. Em nossa base, apenas 5% das milhas cadastradas estão prestes a expirar e 45% foram adquiridas até três meses antes, isto é, são milhas novas. Como temos apenas de 5% a 8% da população brasileira ativamente participando dos programas de milhagem nacionais, existe um imenso mercado ainda a ser explorado por essas empresas. A MaxMilhas quer ajuda-las a criar interesse nas pessoas para participarem mais, tendo em vista o acúmulo de milhas e a comercialização para outras pessoas que ainda não conseguem acumular.

– Na relação com as companhias aéreas, estimulando pessoas a viajarem mais frequentemente. Nosso perfil de viajante evidencia isso, uma vez que mais de 60% das viagens são a lazer. Por meio de uma pesquisa de mercado que fizemos junto aos nossos usuários, descobrimos que 37% dos compradores não realizariam aquela viagem adquirida se não fosse pelo preço encontrado em nossa plataforma; 55% realizaria aquela viagem, mas procuraria outro voo; e somente 8% revelou que compraria aquele mesmo voo pelo preço fornecido, naquele momento, pela companhia aérea”, aprofunda.

Em três anos de operação, a startup promoveu aos usuários compradores uma economia superior a R$ 37 milhões e aos vendedores R$ 30 milhões. Para esse ano, a empresa prevê comercializar R$ 100 milhões em vendas de passagens. Em 2013, a MaxMilhas foi vencedora do prêmio Info Start 2013, categoria 16 bits e, em 2014, juntou-se ao Programa Start-Up Brasil – iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com gestão da Softex para apoiar startups com alto potencial. Além disso, foi selecionada para receber aporte pelo programa de aceleração da 21212. A MaxMilhas também integra o programa Promessas da Endeavor, além de ter participado do Programa Field Immersion, de Harvard Business School.

“Nosso objetivo consiste em agregar valor aos clientes ao possibilitar uma viagem por intermédio de uma passagem mais econômica e ao gerar uma renda extra aos vendedores. Por fim, vale lembrar também que beneficiamos as companhias aéreas com a entrada de mais receita ao permitir clientes pagantes de valor menor ao mesmo tempo em que existem aqueles clientes pagantes de valor maior, como grandes empresas e todas as viagens nas quais não compensa emitir passagens com milhas aéreas”, finaliza.

Max Oliveira

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