O dia em que a Globo sofreu uma das suas maiores derrotas

Não existem mais barreiras para produção e distribuição de conteúdo em vídeo ou sob qualquer outra forma

#1 - Maior ecossistema de startups do país

20 de fevereiro de 2017

Curitiba, 19 de fevereiro. Dia e local do início de uma revolução que carrega a bandeira da liberdade de geração e distribuição de conteúdo. Atlético Paranaense e Coritiba jogariam pelo Campeonato Paranaense e fariam a transmissão do jogo ao vivo pelo YouTube e Facebook. Como não chegaram a um acordo financeiro com a Globo, o jogo não seria transmitido por nenhum canal de tv.

Dessa forma, a solução encontrada pelos clubes foi a mais lógica e democrática possível: fazer uma transmissão independente, distribuir o conteúdo de forma gratuita via redes sociais e causar uma ruptura no mercado do futebol.

Ao longo dos tempos, temos visto grandes empresas serem ameaçadas e até superadas por novas companhias ou startups recém criadas. Vamos até discutir o tema durante o Corporate Class, evento que reúne executivos de grandes empresas interessados em entender o movimento crescente das startups (aliás, você sabe o que é isso?)

O fato determinante é: o poder nunca esteve tanto na mão do povo quanto agora. Uber e Airbnb são apenas exemplos disso. E no caso da televisão, é a mesma coisa: toda pessoa com um smartphone pode ser um “canal de televisão” ambulante, caso queira.

Não existem mais barreiras para produção e distribuição de conteúdo em vídeo ou sob qualquer outra forma. Quem quiser, pode ser visto e ouvido. E foi com base nessa premissa que Atlético Paranaense e Coritiba se basearam para transmitirem o jogo, de forma independente, através do Facebook e do YouTube. E olha que esses são apenas dois canais: poderíamos ter visto ótimos replays pelo Snapchat ou Instagram Stories, por exemplo.

A produção de conteúdo independente já é uma realidade. Um dos maiores ícones desse movimento é o canal Porta dos Fundos, cujos vídeos acumulam 3 bilhões de visualizações no YouTube. E o que dizer da Galinha Pintadinha, desenho animado criado para a internet, que é o mais bem sucedido do país até hoje: 5 bilhões de visualizações.

Quando começa um movimento como esse, liderado por Atlético Paranaense e Coritiba, não há caminho de volta. É como tentar barrar o Uber criando leis… não funciona! O poder está em outras mãos, o gosto da liberdade foi sentido pelas pessoas e não há como retroceder. Nesse caso específico, do futebol, pode até ser que demore mais um pouco, por conta da dependência financeira que os clubes têm em relação às cotas de tv, mas no futuro veremos os jogos dos nossos times no YouTube, no Facebook e quem sabe até no Snapchat. Já pensou como seria o Galvão Bueno usando aquele efeito das orelhinhas de cachorro?

Em tempo: a transmissão do jogo entre Atlético Paranaense x Coritiba nas redes sociais não aconteceu. A Federação Paranaense de Futebol não autorizou, alegando que os profissionais contratados para fazer a transmissão não estavam credenciados. Não há informações sobre algum tipo de pressão por parte da Globo.

Se você quer entender mais sobre esse movimento das startups e grandes empresas, participe do Corporate Class. Inscreva-se em www.corporateclass.com.br.

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