Vitória de Dilma nas eleições pode ter sido influenciada pelo Google, afirma pesquisador de Harvard

Segundo matéria publicada pela BBC Brasil, Google tem o poder de decidir 25% das eleições presidenciais no mundo

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16 de setembro de 2015

Segundo o pesquisador Robert Epstein, PhD em psicologia pela Universidade de Harvard e pesquisador sênior do Instituto Americano para Pesquisa Comportamental e Tecnologia, o Google pode não ter só influenciado, mas determinado o resultado das eleições presidenciais do ano passado (ainda que não tivesse essa intenção).

Com base em pesquisas feitas em eleições presidenciais de outros países, como a Índia em 2014, Epstein concluiu que o Google tem o poder de determinar o resultado de um quarto de todas as eleições nacionais (para presidente ou Parlamento) do mundo, principalmente as mais disputadas, como a vencida por Dilma Rousseff com uma margem de 3,28 pontos percentuais sobre Aécio Neves.

Na matéria publicada originalmente pela BBC Brasil, Epstein diz que o Google deve ser controlado. “Ao longo da história, sempre que uma empresa teve muito poder – estivesse abusando dele ou não – tivemos de criar proteções”, afirmou.

Em nota à BBC Brasil, O Google afirmou que “não há nenhum fato verídico na hipótese” levantada por Epstein e que jamais alterou resultados de buscas para manipular usuários.

Essa questão levanta a discussão sobre o poder de influência de grandes empresas mídia digital, além do Google, como Facebook e outras redes sociais.

Com impacto direto e diário na vida de bilhões de pessoas, qualquer tipo de direcionamento de informação pode ditar costumes, criar hábitos e até decidir eleições, literalmente.

Recentemente o Facebook comemorou a marca de 1 bilhão de pessoas conectadas simultaneamente à rede social, um marco histórico. Qual o tamanho do poder de influência que pode ser exercido sobre as pessoas, determinando apenas qual post aparece primeiro na linha do temo dos usuários?

A questão é o quanto as mudanças no mundo da tecnologia podem mudar a vida das pessoas – e o quanto as empresas que estão surgindo vão se aproveitar disso. Facebook e Google, que nasceram pequenas e ganharam escala, não são tão diferentes no setor de comunicação quanto o Uber é para o transporte público, por exemplo.

E essa mudança de comportamentos e costumes  pode ser decisiva numa vida cada vez mais conectada. Como a tecnologia impactará sua vida? Qual a solução para contornar isso? Que tipo de regulação deverá ser aplicada? Existe um grupo que esteja se beneficiando disto?

Leia a resposta do Google às declarações de Robert Epstein:

“Não há nenhum fato verídico na hipótese levantada pelo senhor Epstein de que o Google poderia trabalhar secretamente para influenciar o resultado de uma eleição. O Google nunca alterou a classificação dos seus resultados de busca em nenhum dos tópicos pesquisados pelos usuários (incluindo eleições) para manipular a opinião pública. Mais que isso, nós não produzimos nenhum ranking específico para eleições ou candidatos políticos. Desde o início, nosso objetivo com a busca é fornecer as respostas e resultados mais relevantes para nossos usuários e qualquer alteração nesta conduta acarretaria na diminuição da confiança em nossos resultados e, por consequência, em nossa empresa.”

Para ler a matéria completa com a entrevista de Robert Epstein à BBC Brasil, clique aqui.

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