Robôs vão tomar o seu emprego! O que você precisa ter para mantê-lo?

2,1 milhões de empregos serão criados por conta desses mesmos avanços de tecnologia, insuficiente para “fechar a conta”

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

26 de maio de 2017

Talvez você ocupe um emprego que será destruído por um robô. Talvez. Muito provavelmente, sim. Principalmente se teu emprego é altamente repetitivo.

O Fórum Econômico Mundial espera que 5 milhões de empregos sejam perdidos antes de 2020, conforme inteligência artificial, robótica, nanotecnologia e outros fatores sócio-econômicos que devem substituir a necessidade de trabalhadores humanos.

2,1 milhões de empregos serão criados por conta desses mesmos avanços de tecnologia, insuficiente para “fechar a conta”. E pior: esses 5 milhões de pessoas que perderão o emprego não vão ter as habilidades necessárias para competir por esses 2,1 milhões de postos novos.

Enquanto 5 milhões parece um número muito pequeno em escala global, é valido lembrar que esse é apenas o impacto de curtíssimo prazo. Mais de 60% dos jovens estudam para empregos que não deverão mais existir no futuro.

Empregos que deverão continuar existindo

Os que deverão existir se focarão especialmente em computação, matemática, arquitetura e engenharia. Trabalhos com grande carga de sociabilidade também devem continuar existindo, pois são mais difíceis de serem substituídos por máquinas.

Algumas instituições pedem que governos e empregadores trabalhem para retreinar e reorientar trabalhadores, fugindo de uma potencial crise. “Sem uma ação urgente atualmente para gerenciar e construir uma força de trabalho que esteja atualizada para o futuro, os governos vão ter que lidar com um desemprego e desigualdade maiores, além de negócios com uma base consumidora cada vez menor, alerta Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial.

Novas habilidades para novas economias

Que tipo de habilidades os trabalhadores precisam adquirir para ter certeza que terão valor na economia dos próximos anos? Bom, algumas delas você já deveria ter obtido, na pré-escola.

São habilidades como negociar e dividir que deverão ter mais força, de acordo com David Deming, professor de educação e economia em Harvard. Para ele, o ambiente de trabalho moderno será mais parecido com a própria pré-escola, onde pessoas se movimentam entre projetos e papéis diferentes. Empatia e cooperação serão essenciais.

Deming mapeou que as necessidades dos empregadores e identificou as habilidades necessárias para dominar o mercado de trabalho no futuro próximo. Junto com essas habilidades, a habilidade matemática será enormemente benéfica para os usuários.

Empreender vai ser algo mais comum, principalmente quando passarmos da época das necessidades – ou seja, robôs farão. Se você tem uma ideia para começar a empreender, dê uma olhada neste ebook gratuito que é um passo a passo para você montar sua startup.

Trabalhadores com uma única habilidade em declínio

Contudo, quem era bom apenas em uma única coisa como matemática sofreu: caixas de bancos e estatísticos sofreram. E eles irão para cargos que não devem ser substituídos – como cuidar de crianças -, aumentando a oferta e derrubando os salários.

O estudo de Deming mostra que os funcionários do futuro serão os que vão combinar habilidades pessoais e matemáticas – estes terão as melhores oportunidades.

O desafio agora é que educadores complementem seus ensinos com as habilidades necessárias. De fato, o job displacement é uma das discussões do futuro, e como tal, já foi abordado diversas vezes no Conexão Vale do Silício, o programa do StartSe para discutir tecnologia e inovação.

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