Uma startup de colchões está próxima de valer mais de US$ 1 bilhão

Apenas no ano passado, a Purple passou de uma equipe de 30 pessoas para 600, construiu fábrica gigantesca em Grantsville e as vendas estão indo bem

Lucas Bicudo é repórter do Portal StartSe.

19 de abril de 2017

A Purple é uma startup de colchões totalmente bootstrapped. Ela está usando uma tecnologia livre de toxina, patenteada para um sono de noite sem pressão, e com capacidade de se tornar a primeira unicórnio da área de colchões. Uma área de tecnologia que, certamente, inspira paixão em muita gente.

Quase mil quilômetros de distância do Vale do Silício e apenas a oeste do Great Salt Lake de Utah, praticamente no meio do nada, está a tranquila cidade de Grantsville, com uma população de 9.617 habitantes. É lá, em um armazém do tamanho de um combinado de oito Walmarts, você vai encontrar a Purple preparando centenas de milhares de travesseiros e colchões para a expedição.

A empresa começou há uma década no negócio de cadeiras de rodas. Ela desenvolveu uma tecnologia de amortecimento para prevenir escaras para quem está sentado o dia todo. Mas os fundadores Tony e Terry Pearce notaram uma mudança no mercado de colchões, encabeçada por um grupo de startups como Casper, Tuft e Needle e Leesa. Assim, os irmãos decidiram há três anos capitalizar a tendência, usando a mesma tecnologia utilizada na cadeira de rodas para fazer a sua própria cama.

Isso provou ser uma jogada inteligente – a empresa tem crescido bastante por causa disso. Apenas no ano passado, a Purple passou de uma equipe de 30 pessoas para 600, construiu a fábrica mencionada em Grantsville e as vendas estão indo muito bem, segundo o Business Insider.

A Purple está atualmente trabalhando para atender encomendas de 27 mil novos travesseiros e, apesar de estar hesitante em entregar os exatos números, uma fonte diz que vai atingir entre US$ 150 a US$ 200 milhões em receitas este ano.

Compare isso com seu concorrente (na teoria maior) Casper, que atingiu US$ 100 milhões em vendas acumuladas em 2016 e tem potencial de atingir US$ 200 milhões até o final deste ano. A questão é que, ao contrário da Casper, que recebeu US$ 70 milhões em investimentos até agora, a Purple ainda não recebeu nenhum capital de risco. Ela também possui o processo de fabricação do início ao fim, além da mão-de-obra de Utah ser baratas, o que possibilita à empresa fazer seus produtos em um custo muito mais baixo do que a concorrência.

A Purple cria muitos empregos em Grantsville, onde não há tantas oportunidades assim. Em breve será o maior empregador por lá, com planos para contratar mais um par de milhares de pessoas. Há também parcerias com escolas locais e instalações de treinamento para fornecer as habilidades necessárias para ajudar no armazém em um futuro próximo.

A sede da empresa está a uma hora de carro para o sul, na cidade de Alpine, situada logo abaixo da Wasatch Front de Utah, uma cadeia de montanhas de Ogden a Provo, conhecida como Silicon Slopes, devido ao crescimento tecnológico do estado.

Várias unicórnios estão presentes na área, incluindo o maior investimento da Pluralsight, Domo e Accel Capital’s – a Qualtrics, que apenas esta semana estava avaliada em US$ 2,5 bilhões.

O CEO da Purple, Sam Bernards, acredita que sua empresa está no caminho para se tornar a próxima startup avaliada em um bilhão de dólares na região. Se os números são uma indicação, ele provavelmente está certo. Embora a empresa não tenha recebido dinheiro dos investidores, Bernards disse que ele teve algumas consultas de entrada do Vale do Silício e que é algo que ele consideraria em um futuro próximo para ajudar a Purple escalar.

Os colchões da companhia são desenhados para evitar escaras, uma boa aposta para aqueles que passam muito tempo na cama. São usados um total de 16 patentes para fazer seus colchões suaves o suficiente para abraçar seu corpo, mas firme o para segurá-lo durante a noite. E, se houver um evento apocalíptico, você pode comê-los. O material do colchão hiperelástico é feito a partir de um polímero de qualidade alimentar – sem látex ou outros ingredientes tóxicos.

(via TechCrunch)

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