Cruise, a unidade de carros autônomos da GM, sozinha pode valer US$ 43 bilhões

A previsão é de que os veículos estejam disponíveis em 2019; a montadora planeja administrar sua própria empresa de serviços de transporte

Cruise

Isabella Carvalho é repórter da StartSe, cobrindo a relação de grandes empresas com inovação

11 de julho de 2018

Os carros autônomos já começaram a virar realidade e, em um breve futuro, movimentarão muito dinheiro. A Cruise, empresa comprada pela General Motors em 2016, poderá valer US$ 43 bilhões, segundo estimativas do banco de investimentos global RBC Capital Markets. A nova avaliação da unidade de carros autônomos da GM é quase quatro vezes maior do que o cálculo feito depois do investimento de US$ 2,5 bilhões do banco japonês SoftBank, em maio deste ano. A GM só vale cerca de US$ 60 bilhões, então o valor da Cruise é gigante. 

“Acreditamos que o SoftBank não teria investido se não visse uma oportunidade muito maior”, disse Joseph Spak, analista do RBC, em nota para os clientes nesta terça-feira (10). A unidade, conhecida como GM Cruise, tem crescido rapidamente desde que a montadora adquiriu a startup sediada em São Francisco e seus 50 funcionários por US$ 581 milhões. A expectativa é de aumentar o número de funcionários para 1.648 na Califórnia em 2021, graças a um crédito no valor de US$ 8 milhões aprovado pelas autoridades estaduais no ano passado. 

Em janeiro deste ano, a GM apresentou o Cruise AV, primeiro automóvel feito em série projetado desde a origem para ser um autônomo completo: sem volante, pedais nem controles manuais. A interação com os passageiros será por meio de smartphone e de três telas sensíveis ao toque em seu interior.

A empresa tem como plano usar uma frota do Cruise AV em serviços de transporte, semelhante ao Uber. Se conseguirem colocá-lo em prática, segundo Spak, haverá uma frota de 800 mil veículos em 2030 dirigindo 58 bilhões de milhas naquele ano. “Considerando US$0,55 por milha e gerando 17 bilhões de caixa, a Cruise deve valer US$ 43 milhões”, explica.

“A condução dos carros autônomos dependerá de algoritmos de aprendizado de máquina e redes neurais profundas – deep learning – para captar todas as entradas do sensor (câmeras, guia, radar, mapas, etc) para conduzir, tomar decisões e entender as localizações”, ressalta Spak. Isso significa que quanto mais milhas a máquina percorre, mais aprende. Segundo a GM, o pedido de autorização para colocar os veículos nas ruas já foi feito, e a previsão é de que os novos carros estejam disponíveis em 2019.

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