Amazon e cia: como e-commerces estão entrando no varejo físico

Um novo caminho está sendo trilhado: empresas online estão cruzando a barreira para o mundo físico

Tainá é repórter da StartSe

15 de maio de 2018

Desde que o e-commerce foi criado, o caminho natural que as lojas físicas seguiam eram de criar a própria venda online. Agora, um novo caminho está sendo trilhado: empresas online estão cruzando a barreira para o mundo físico.

É o caso da Amazon, por exemplo. Em 2017, a varejista – que começou como uma livraria – comprou o Whole Foods, rede de supermercado de produtos saudáveis. A empresa utilizou as diversas unidades da Whole Foods nos Estados Unidos para abrir pop-up stores vendendo os próprios eletrônicos. A iniciativa, na época, tinha o objetivo de aproximar a Amazon dos clientes na loja física, oferecendo descontos diferenciados.

As startups de e-commerce estão realizando um movimento semelhante ao da Amazon ao abrirem lojas temporárias para exporem seus produtos. Como uma das principais vertentes desse tipo de empresa é a validação, uma loja temporária é uma das formas mais viáveis de testar se os mesmos produtos e modelo de negócios são bem recebidos por um público, em determinada região.

Esse é o caso da Glossier, varejista de maquiagens e produtos de beleza que abriu uma loja temporária em Londres no ano passado. A loja foi palco para eventos com influencers de beleza. Atualmente, a loja possui um showroom nos Estados Unidos. Já no Brasil, a Zissou, startup que vende produtos voltados para o sono, vende colchões online mas também abriu um showroom para que os clientes possam prová-los ao vivo e a cores.

As startups Appear Here e Bulletin também trazem um novo caminho para e-commerces que querem migrar para o mundo físico. Segundo a CB Insights, a primeira disponibiliza lojas para empreendedores alugarem por um período, enquanto a segunda permite que varejistas online exponham e vendam seus produtos no espaço.

Amazon x Alibaba

A Amazon foi criada nos Estados Unidos, enquanto a Alibaba é o principal e-commerce na China. As duas empresas tornaram-se gigantes em seus países e agora competem pelo protagonismo em outras regiões.

Para isso, as duas empresas estão utilizando a tecnologia. A Amazon, por exemplo, abriu a Amazon Go: uma loja que não possui caixas de pagamento. Para entrar, cada cliente baixa o aplicativo da loja física e entra em sua conta da Amazon, mostrando o aplicativo. Os clientes estão livres para escolher e levar os produtos que desejarem, e o valor será debitado em sua conta da Amazon. As câmeras, unidas à inteligência artificial e machine learning, mapeiam todos os produtos comprados.

Já a Alibaba utilizou uma tecnologia existente e inovou ao aplicá-la em outros produtos. A varejista chinesa abriu uma vending machine, máquina de venda automática, para carros. A vending machine é totalmente gerida através do aplicativo da Tmail (uma das lojas do Alibaba) e está localizada na cidade de Guangzhou, na China.

Os clientes podem escolher os carros para um test drive de três dias ou compra-los na internet à pronta-entrega.

Iniciativa no mercado brasileiro

Conhecendo o poder do e-commerce e buscando conectar suas lojas físicas à online, a Hering está realizando o Hering Conecta, programa de conexão com startups. A Cia. Hering está em busca de startups que possam se tornar parceiras ou fornecedoras da varejista, que hoje atua em mais de 900 lojas e em 5 canais de e-commerces.

A Hering está em busca de soluções tecnológicas que dão mais velocidade ao processo de venda, interação B2B e aprimoramento da comunicação e engajamento de toda a rede. A empresa ainda está em busca de iniciativas voltadas ao seu showroom físico.

As inscrições do programa estão abertas e serão encerradas em 25 de maio. As startups selecionadas participarão do Pitch Day, data no qual se apresentarão à executivos da Cia. Hering e serão escolhidos para participar do programa. Saiba mais sobre o programa para startups Hering Conecta e inscreva-se aqui.

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