Warren Buffett alerta: o varejo que você conhece está para morrer

Em fevereiro a Berskshire Hathaway já havia vendido US$ 900 milhões em ações do Walmart, o principal afetado por essa mudança

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

7 de junho de 2018

2017 foi um ano de fechamento acelerado de lojas nos Estados Unidos. Cerca de 6.985 lojas fecharam entre janeiro e dezembro, batendo o recorde de 6.163 lojas fechadas em 2008, o auge da crise econômica por lá. Mas engana-se quem pensa que o país está em recessão: o país registrou alta no PIB (Produto Interno Bruto) de 2,3%, enquanto as vendas do varejo cresceram 4%!

Mas se as vendas do varejo cresceram, como o número de lojas bateu recorde de fechamentos? Isso sinaliza, para muita gente, que a morte da loja física está para acontecer. Uma dessas pessoas é o megainvestidor Warren Buffett, que disse que em 10 anos o varejo vai estar completamente diferente. “A loja de departamento agora é online”, avisou o bilionário durante o encontro anual da Berkshire Hathaway.

“Eu não tenho ilusão de que daqui 10 anos o mundo vai ser igual o de hoje, e algumas coisas nesse caminho vão nos surpreender. O mundo evoluiu, continua evoluindo e a velocidade está aumentando”, destacou. Uma das coisas que ele tem feito é sair de empresas de varejo tradicional que estejam atrás de seus rivais.

Em fevereiro do ano passado, a Berskshire Hathaway já havia vendido US$ 900 milhões em ações do Walmart, o principal afetado por essa mudança. A companhia foi ultrapassada pela Amazon no posto de principal varejista do mundo nos últimos anos em valor de mercado e está tentando combater a rival online, incluindo comprando startups para tal – o que tem inserido grande ânimo na companhia.

Por isso, investidores espertos (como Buffett) estão optando por ficar de fora do setor de varejo físico neste momento, enquanto lojas investem cada vez mais em suas presenças online. “Eu acho que o setor varejista é muito duro para mim, geralmente”, afirmou. Ele já não tem praticamente ações da Walmart, um dos símbolos do capitalismo norte-americano por décadas por conta dessa transformação. As lojas físicas fecham conforme o número de e-commerces crescem e as pessoas passam a acreditar mais neles, além das mudanças no comportamento dos consumidores. Uma tendência nos últimos anos foi o aumento dos gastos com entretenimento e tecnologia contra roupas e acessórios.

Enquanto o varejo físico vai morrendo, a Amazon vai florescendo. A companhia inclusive pretende juntar o varejo online com o varejo offline (comprou o Whole Foods para tal e vem inserindo seu modo de pensar nela), criando novas formas dos consumidores fazerem compras através da internet e buscarem seus produtos fisicamente sem terem que pagar frete por isso e esperar chegar.

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