Construir um carro autônomo é a melhor forma da Apple retomar relevância

Segundo especialistas, a Apple tem muitos pontos fortes que podem ser benéficos para um carro autônomo, como experiência em hardware e software

Isabella Câmara é repórter do StartSe.

29 de junho de 2018

A Apple já revelou qual será a sua próxima grande fonte de receita. De acordo com o Business Insider, a gigante utilizará seu negócio de serviços online, como o iCloud e o Apple Music, para vender mais de US$ 50 bilhões até 2021. Além disso, segundo um relatório da Bloomberg, a empresa planeja lançar seu próprio serviço de assinatura de notícias premium em uma versão atualizada do aplicativo Apple News até o próximo ano. A ideia de adotar um modelo de negócios parecido com o Netflix é parte dessa iniciativa mais abrangente da Apple: gerar mais receita com conteúdos e serviços online.

Mesmo com os planos da gigante, especialistas enxergam o futuro da Apple mais associado a outro mercado – o automobilístico. A empresa já chegou a pensar em vários conceitos não convencionais para os carros autônomos, como realidade aumentada em vidros, um polímero especial que reduziria o calor e janelas que mudariam de tonalidade sozinhas, mas acabou abandonando seus planos. Embora o programa de carros autônomos da empresa, o Titan, tenha tido alguns contratempos, o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, afirma que a empresa ainda é a mãe dos projetos de inteligência artificial. E só um carro nesta linha pode fazer a Apple reconquistar a relevância.

Apesar das complicações, Tim Cook ainda estaria testando softwares de condução autônoma nas estradas da Califórnia. Além disso, segundo o New York Times, a empresa está construindo uma van Volkswagen totalmente autônoma para transportar funcionários. Porém, analistas do Guggenheim, Robert Cihra e Amil Patel, apontam para outra razão pela qual a Apple ainda pode estar investindo em seu próprio carro autônomo: o projeto se encaixa bem no modelo de negócios da gigante, que é focado em seu próprio produto.

Além disso, há outras razões pelas quais construir um carro autônomo faria sentido para a Apple. Segundo os especialistas, não há histórico da Apple licenciar sua tecnologia básica para outras empresas. Ou seja, se a Apple está desenvolvendo software de condução autônoma, é provável que isso acabe na criação do próprio carro da marca. Ademais, de acordo com os especialistas, a Apple é uma empresa de produtos e já possui uma forte associação de marca e imagem, semelhante às marcas de carros de luxo; tem uma grande experiência em fabricar itens complexos; e nutre uma grande preocupação com o meio ambiente.

Há também a chance da gigante estar interessada em desenvolver um serviço similar ao Uber, de acordo com os especialistas. Recentemente, a gigante investiu US$ 1 bilhão no aplicativo chinês Didi Chuxing e na época, Cook disse que “existiam alguns trabalhos estratégicos que as empresas poderiam fazer juntas com o passar do tempo”.

Independentemente da maneira como a Apple decide atacar o mercado de automóveis, os especialistas do Guggenheim consideram o espaço “muito difícil de resistir” uma vez que a gigante busca o crescimento exponencial. “Prevemos que a receita da Apple superará US$ 260 bilhões em 2018, o que significa que para continuar crescendo até 5% a partir daí, seria necessário adicionar o equivalente a uma empresa da Fortune 200 a cada ano”, afirmam.

O setor de mobilidade é tão promissor que até a Apple quer atacá-lo. Por ser tão disruptivo, muitas vezes fica difícil acompanhar todas as inovações e tecnologias que surgem na indústria de mobilidade. Mas, para manter as pessoas conectadas com essas e outras disrupções da área, a StartSe lançou o Mobility Day, em São Paulo. Saiba mais informações sobre o evento e garanta sua participação!

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(Via: Business Insider)

 

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