Como a Ford se tornou um exemplo de empresa que vai sobreviver essa nova era

A montadora americana dá sinais claros que percebe que o mundo está mudando e que é necessário se mexer para não ficar para trás

ford

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

7 de março de 2017

Posso dizer que cresci no meio da indústria dos automóveis. Meu pai trabalhou para diversas das grandes montadoras instaladas no Brasil, como Fiat, Renault, Nissan (agradeça-o pelos Pôneis Malditos) e agora Hyundai, o que sempre me deu um grande conhecimento e curiosidade deste setor.

Uma empresa que ele não trabalhou, mas que eu vim a admirar nos últimos anos é a Ford, uma das mais tradicionais do setor. A montadora americana vem dando sinais claro de uma coisa que admiro bastante: percepção de que o mundo está mudando e que é necessário se mexer para não ficar para trás.

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A empresa começou uma longa jornada há alguns anos. Eu ainda estava no InfoMoney quando fiz uma matéria em que Mark Fields, CEO da companhia, alertou que “todas as montadoras estão em perigo”. Ele alertava para a competição com Tesla, Google, Apple e outras que estavam tendo grandes avanços em novas tecnologias que estão vindo para disruptar a indústria automobilística.

Desde então, a Ford iniciou uma série de grandes mudanças, em termos de tecnologia e de mentalidade, trabalhando com startups para se adaptar ao novo mundo que está sendo criado. A companhia tem sido muito aberta em dizer que pretende construir um carro autônomo com nível de autonomia quatro até 2021.

Além disso, a empresa quer deixar de ser uma montadora para se tornar uma companhia de mobilidade urbana. Menos construção incessante de carros e mais gestão de trajetos através de novas tecnologias mobile. Isso envolve, por exemplo, um aplicativo de entregas da própria Ford.

A empresa vem se fortalecendo no campo de corporate venturing: ela investe em startups e até mesmo chegou a comprar algumas para conseguir competir. Além disso, ela está investindo em algumas das tecnologias mais inovadoras que existem, como impressoras 3D para facilitar a manufatura e internet das coisas.

Ou seja, ela aposta em várias frentes e deverá conseguir construir um bom futuro por conta disso – não ficando para trás. Não que as outras montadoras não o façam (algumas fazem mais, outras menos), mas eu apostaria minhas fichas que a Ford vai conseguir ser uma das líderes da indústria nos próximos anos por conta disso.

Eu sei que a Ford não vai entrar nesta lista ingrata de empresas que morreram por falta de inovação. Acreditamos que inovação corporativa é o que permite que as empresas sobrevivam essa mudança que está vindo – e tentamos ajudar as grandes corporações a lidarem com ela e com startups através do Corporate Class, um evento exclusivo em São Paulo nas próximas semanas. Não deixe de conhecer.

P.S: Eu não tenho NENHUMA ligação com a Ford nem com ninguém que trabalha na companhia. Pelo contrário, possui um pai que trabalha para Hyundai e um grande amigo que trabalha na GM. O StartSe também não recebeu um centavo por conta deste texto (ou a matéria estaria sinalizada como conteúdo patrocinado). O que se expressa aqui é a minha admiração pelo movimento da Ford e nada mais que isso.

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