AirBnB só decolou depois de jogar uma regra de ouro fora

A empresa estava em apuros e só recebia US$ 200 por semana pelos últimos oito meses, sem NENHUM crescimento, quase falindo

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

20 de abril de 2017

Avaliado em US$ 31 bilhões e com um legado de disrupção, o AirBnB é uma das principais startups do mundo. Mas para chegar no topo, a empresa passou dificuldades e teve que abandonar uma regra dourada das startups para prosperar: fizeram algo que não era escalável para tirar a empresa da dificuldade. Uma jogada que deu certo.

O ano era 2009 e o AirBnB ainda não havia decolado. As pessoas entendidas em startups conseguiam ver que a empresa tinha uma inovação diruptora. Ela já estava na maior aceleradora do Vale do Silício, a Y Combinator. Mas a empresa estava em apuros e só recebia US$ 200 por semana pelos últimos oito meses, sem NENHUM crescimento.

Uma noite, os fundadores da empresa, já desesperados e com os cartões de crédito estourados por não ganharem nenhum dinheiro, foram atrás de saber o que estava errado nas listagens de Nova York. Perceberam um padrão nas 40 listagens da cidade: fotos ruins, pouco atraentes, que mais pareciam aquelas listagens padrões de imobiliárias. Não interessavam para quem olhava atrás de algo para alugar.

Então tomaram uma decisão, uma solução longe de ser técnica. Iriam para Nova York, pegariam uma câmera profissional e trocariam aquelas fotos ruins por fotos tiradas em alta definição e que interessassem os usuários. E não havia nada que lhes mostrassem que essa ia ser a solução, apenas a intuição dos fundadores.

Mas deu certo e a empresa passou a receber US$ 400 por semana – a primeira evolução em oito meses. Era o turning-point da companhia.

Anteriormente, eles acreditavam que TUDO precisava ser decidido por ser escalável e que informações que pegassem lhes mostrariam o que eles teriam que fazer. Agora, esse caso lhes tirava a fé em um dogma central que 99% das startups possuem – nem sempre a solução é técnica.

“Tínhamos essa mentalidade do Vale do Silício em que tudo precisa ser resolvido de uma maneira escalável, pois essa é a beleza da tecnologia, certo? Você pode escrever uma linha de programação que resolve o problema para 1, 10, 10.000 ou 1 milhão de consumidores. Acreditávamos nesse dogma, pois é assim que se resolvem os problemas no Vale, até encontrar Paul Graham da Y Combinator. E ali foi a primeira vez que alguém nos deu permissão para fazer coisas que não são escaláveis. E eu não vou esquecer isso, pois isso salvou a empresa”, fala Joe Gebbia, fundador da empresa.

E o que aconteceu depois disso? Explodiu e chegou onde chegou, como mostra este infográfico:

Graças à uma decisão de não levar seus dogmas tão a sério. O AirBnB é um dos grandes nomes do Vale do Silício e da sua mentalidade, e de como inovar. Para conhecer essa mentalidade, temos um ebook gratuito, que explica claramente o que fez a região se tornar a mais inovadora do mundo.

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