Programa do Google quer empoderar e capacitar 10 mil mulheres em 2018

O curso, que será ministrado no Google Campus, terá aulas de capacitação de negociação, liderança, comunicação, finanças e tecnologia

Isabela Borrelli é repórter do Portal StartSe

28 de março de 2018

Já imaginou quanto tempo levará para o Brasil alcançar a igualdade de gênero? Se você pensou em 5, 10 ou até 50 anos, parabéns: você é otimista. Segundo uma pesquisa realizada pela empresa Robert Half, se continuarmos no ritmo atual, serão nada mais e nada menos que 100 anos!

Se engana quem pensa que o benefício da igualdade de gênero é só das mulheres: de acordo a McKinsey, o avanço na igualdade entre os gêneros poderia aumentar o PIB global entre US$ 12 e US$ 28 trilhões até 2025.

Diante desse cenário, o Google criou o Womenwill, que tem o objetivo de empoderar e capacitar mulheres para o mundo digital. O programa visa fornecer as ferramentas necessárias para que as mulheres possam usufruir ao máximo do digital e, assim, encontrar novas oportunidades de trabalho, mudar de carreira ou abrir seu próprio negócio. Entre essas ações, o programa dá desde suporte para que mulheres de aldeias rurais tenham acesso à Internet até ajuda na organização de reuniões para empreendedoras.

Womenwill no Brasil

O Brasil é o quinto país a receber o programa, que já impacta Japão, Índia, Indonésia e México. Para testar a receptividade e as reais necessidades das mulheres brasileiras em dezembro de 2017 foi organizado um piloto com 100 moradoras de Paraisópolis e Brasilândia, em São Paulo. Se você quiser conferir como foi essa experiência, assista ao mini-documentário aqui:

Com o sucesso do piloto, o Google passa a promover como parte do programa um treinamento com duração total de 16 horas, divididas em dois dias. O curso, que será ministrado no Google Campus, terá aulas de capacitação de negociação, liderança, comunicação, finanças e tecnologia, que serão dadas por profissionais do próprio Google e de parceiros.

Apesar do programa ser aberto para todas as mulheres, a seleção dará prioridade a minorias, como mães solteiras, transgêneros ou mulheres com deficiência. As inscrições podem ser feitas online e o conteúdo será disponibilizado ao vivo no YouTube.

A meta do programa é ambiciosa: impactar 10 mil mulheres só em 2018! O próximo passo é levá-lo para o Nordeste, onde, segundo Suzana Ayarza, diretora de marketing do Google Brasil, o índice de empregabilidade é baixo e existe uma dificuldade maior em ter acesso ao mundo online. Mas dificilmente parará por aí, uma vez que o objetivo é conquistar cada vez mais: “Queremos parceiros para multiplicar o programa no Brasil e na América Latina”, afirmou Ayarza.

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