Afinal, o que é uma fintech?

Elas são o grande pesadelo dos bancos, mas você conhece bem esse tipo de empresa?

#1 - Maior ecossistema de startups do país

21 de setembro de 2016

O palavra fintech é uma combinação das palavras em inglês financial e technology. Esse nome resume bem a ideia: fintech é toda empresa que oferece serviços financeiros que se diferenciam pelas facilidades proporcionadas pela tecnologia.

É claro que, só por esse detalhe, não há diferença entre as fintechs e os bancos, por exemplo. Instituições bancárias trabalham com tecnologias bastante sofisticadas para atribuir acesso e segurança às transações financeiras. Isso vale para gerenciamento de contas correntes, empréstimos, serviços de cartão de crédito, investimentos, entre outros.

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O grande ponto de diferenciação é que nas fintechs a tecnologia é utilizada essencialmente para trazer conveniência por meio da inovação e criam metodologias, processos e ferramentas que facilitam o acesso a serviços financeiros. O resultado dessa inversão é uma experiência completamente diferente para os clientes, focada totalmente em praticidade, menos burocracia, custos reduzidos, maior controle sobre operações financeiras e muito, muito mais.

Os serviços oferecidos pelas fintechs são muito amplos e englobam pessoas físicas e jurídicas. Alguns desses serviços são praticamente os mesmos oferecidos por bancos, corretoras e seguradoras: cartão de crédito, sistemas de pagamento, financiamentos, crédito pessoal, seguros e muito mais. Já outros, como os aplicativos para gestão financeira, são bem diferentes.

A grande diferença está no fato de que, em qualquer um dos serviços ofertados, o foco está na experiência do usuário. As fintechs utilizam a tecnologia para reduzir custos, melhorar o relacionamento com o cliente e entregar comodidade.

Cada fintech tem um modelo de negócios determinado, ou seja, não há um padrão. O ponto em comum nessas empresas é o fato de que elas enxergaram as deficiências do sistema financeiro e se empenharam em “curar as dores” dos clientes insatisfeitos ou que não eram atendidos em suas necessidades.

As fintechs são, antes de qualquer outra coisa, startups. Por serem empresas novas, totalmente tecnológicas e livres de qualquer gestão burocrática, elas conseguem ser rápidas o suficiente para incomodar instituições bilionárias como bancos, corretoras e seguradoras. Enquanto as grandes empresas são engessadas e a inovação interna é lenta, as startups testam novos produtos e serviços o tempo todo, sem muito medo de falhar.

A regra de ouro no jogo das fintechs é essa: identificar um ponto falho na cadeia financeira, criar um processo tecnológico que corrija isso e empacotar a solução na forma de um produto de altíssimo nível, que ofereça comodidade, menores custos e seja altamente escalável.

Enquanto os bancos mantém uma relação bastante fria com seus clientes, as fintechs tratam os seus com imenso carisma e de forma personalizada. Quem é cliente do Nubank, por exemplo, sabe do que estou falando.

Por falar em Nubank, essa é talvez a fintech de maior destaque no Brasil. Com valor de mercado estimado em R$ 800 milhões, é uma das maiores emissoras de cartões de crédito no país e tem incomodado muito os grandes bancos.

Outras fintechs de destaque no país são Guia Bolso, Quero Quitar, Geru e Bank Facil, que têm obtido resultados incríveis com serviços de gestão financeira, renegociação de dívidas e empréstimos pessoas com custos reduzidos.

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