Ele foi do Vale do Silício até a China buscando inovação

Mesmo depois de estudar muito sobre tecnologia, Rodrigo acredita que apesar de fundamental ela é apenas um instrumento que permite as mudanças acontecerem, mas a verdadeira disrupção é a mentalidade!

3 de outubro de 2017

Recentemente tive o prazer de conversar com Rodrigo Marques, natural de São Luiz do Maranhão. Ele cresceu em um estado lindíssimo e de grande potencial, porém com um dos piores indicadores sociais do Brasil. Hoje, depois de ter tido diversos anos de vivência e experiências fora do país ele busca levar um pouco do seu conhecimento de volta pra casa.

Rodrigo cresceu numa família empreendedora que se desenvolveu financeiramente através da criação de um grupo educacional chamado Centro de Educação Internacional, onde começaram com ensino de idiomas e hoje atuam fortemente no ensino básico e superior.

Rodrigo cursava direito na faculdade federal de sua cidade quando decidiu largar o curso antes de se formar para acompanhar o pai em uma oportunidade de expansão do negócio da família para Nova York.

Seguindo seu sonho de uma carreira diplomática ele posteriormente decidiu aplicar novamente pra faculdade, dessa vez de Relações Internacionais na LSE (London School of Economics), em Londres. Durante o curso, realizou seu estágio na embaixada brasileira junto com Sérgio Amaral – que viria a ser ministro de Fernando Henrique Cardoso.

Após se formar Rodrigo começou sua carreira profissional no JP Morgan de Londres, onde atuava na área de Investment Banking, e onde viria a morar por muitos anos – de onde só saiu pra continuar a carreira no JP do Brasil, em São Paulo. Após o JP Morgan, Rodrigo voltou ao Maranhão para expandir os negócios da família.

Ainda se especializando, além de realizar seu MBA na Fundação Dom Cabral, Rodrigo foi buscar mais conhecimento num curso de private equity e venture capital na Harvard Business School. Foi de lá que saiu inspirado a entender melhor os termos estudados no Vale do Silício, o berço do capital de risco.

Na primeira visita Rodrigo aventurou-se no Vale com sua esposa, e aproveitou suas conexões pra marcar diversas reuniões com fundos de investimento do Vale, mas uma viagem não foi suficiente. Logo depois ele descobriu o StartSe e decidiu embarcar novamente com destino à São Francisco.

Rodrigo me contou da sua história de vida e também da experiência no Vale do Silício. Segundo ele a Califórnia reúne tudo que há de melhor no mundo: inovação, diversidade cultural, qualidade de vida, natureza, capital intelectual e muitas oportunidades!

Ele veio na primeiríssima missão do StartSe, realizada no ano passado, e me contou que voltou ao Brasil mais motivado ainda a fazer a diferença na sua sociedade e no mundo! Aqui ele percebeu que os maiores problemas do mundo são na verdade as maiores oportunidades, e que impactar a vida de um bilhão de pessoas com soluções criativas e inovadoras nunca foi tão tangível como agora.

Mesmo depois de estudar muito sobre tecnologia, Rodrigo acredita que apesar de fundamental ela é apenas um instrumento que permite as mudanças acontecerem, mas a verdadeira disrupção é a mentalidade, ou seja, criar e executar modelos de negócios inovadores e práticas de gestão revolucionárias, sempre carregados de forte propósito e foco na necessidade das pessoas. Ele acredita que um líder exponencial precisa ter uma essência disruptiva, imaginar novas possibilidades e cenários, além de compartilhar tudo que sabe com as pessoas, e está sendo sempre procurando maneiras de construir um mundo melhor.

Ele montou um escritório de investimentos, focado em investimentos em startups, e assim se tornou um investidor anjo atuante. Hoje já possui dezenas de startups, tanto no Brasil (inclusive, no Maranhão) quanto no exterior, no seu portfólio de investimento, que tem foco nos setores de educação, saúde, finanças, varejo e energia.

Ele acredita que a qualidade do empreendedor brasileiro ainda tem muito a melhorar, e faz questão de compartilhar seu conhecimento com a sociedade, em especial na sua terra que tanto ama e batalha pra melhorar, por isso dedica grande parte do seu tempo às startups – através de mentoria, aulas,  e investimentos ele acredita que essa causa é muito maior que a gestão do seu patrimônio – ele quer ver essas empresas dando certo e melhorar a vida das pessoas que cercam sua realidade.

Recentemente, ele foi também fazer uma missão de dois meses na Ásia, onde visitou diversos países e polos de inovação. Rodrigo acredita que a China será o futuro Vale do Silício e já foi se preparar pra esse novo cenário econômico e os desafios que iramos enfrentar, bem como identificar oportunidades de investimentos e negócios nessa região. Rodrigo escreveu um artigo inspirador sobre a ‘Missão Marco Polo’.

Conversando com ele pude perceber claramente que ele carrega consigo uma forte responsabilidade social e educacional nos seus negócios, que vive sua vida com propósito. Acredito, assim como ele, que o poder e a revolução está nas pessoas e não adianta recuarmos diante à circunstâncias pontuais. Devemos sempre seguir em frente e buscar o nosso melhor, para impactar o mundo e fazer a diferença na vida das pessoas.

Como diria meu amigo Rodrigo Marques, Avante!

Faça como o Rodrigo e venha você também pro Vale do Silício.

Compartilhe:
Classifique: