No futuro, seremos todos vegetarianos

Ele é feito com a primeira carne vegetariana do mundo. Não com tofu ou qualquer tipo de coisa que os vegetarianos vem usando para substituir carne há décadas

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

20 de março de 2017

Está vendo esse hamburger aí na foto? Pois bem, ele não é feito de carne (e nem de papelão, caso me pergunte). Ele imita, com um grande nível de satisfação, uma carne de verdade. Mas é feito, basicamente, de plantas.

Ele é feito com a primeira carne vegetariana do mundo. Não com tofu ou qualquer tipo de coisa que os vegetarianos vem usando para substituir carne há décadas. Isso não interessa a maioria das pessoas que comem carne. O único jeito de substituir a carne é com algo que seja tão bom quanto carne. E tão barato também.

Se a carne falsa é tão boa quanto a carne verdadeira, a tendência é que larguemos o hábito de comer animais pela matança que essa indústria provoca hoje e todos os seus efeitos para a natureza. Se não há perda de qualidade, para que defender a carne de verdade?

Mas isso não é para hoje. O preço dos produtos vegetarianos ou veganos faz com que só as pessoas com boa condição financeira tenham a oportunidade de deixar a carne de lado agora. Quem passa fome tem que aceitar qualquer coisa. Isso inclui carne industrializada feita em condições não muito favoráveis.

Melhorar a produtividade da indústria de alimentos é um imperativo para que consigamos largar a carne. Aí entram as startups…

Quem fez esse hamburger aí é a Impossible Foods, uma empresa inovadora que consegue fazer carne de plantas, já recebeu investimento de Bill Gates e o Google tentou comprar (mas não conseguiu). Ela está empenhada em transformar o alimento sangrento que você come em um alimento que finge ser sangrento.

Mas que é tão bom quanto. Ele já está disponível em alguns supermercados americanos, além de alguns restaurantes. Quem comeu disse que engana muito bem. Quem comeu sem saber que era de planta talvez não tenha nem percebido a diferença.

Outra empresa neste caminho é a Beyond Meat, que acredita tanto na ideia de que vamos ser vegetarianos que isso está estampado no nome dela. Ela também faz carne que não é carne, mas que imita ser carne. E tudo isso com a intenção de permitir que a gente se livre do hábito de comer carne.

Aumentando a produtividade destas duas empresas e fazendo-as produzirem em quantidades gigantescas, chegaremos ao ponto em que somos vegetarianos. Isso vai demorar anos, décadas ou séculos. Mas a tecnologia para largarmos a carne sem perder o hábito de comer a carne já existe.

O fantástico é que a inovação está mudando o mundo, graças à mentalidade super inovadora do Vale do Silício. Para conhecer isso, temos duas iniciativas. O primeiro é o Silicon Valley Conference, um evento que promete transformar São Paulo no Vale por um dia e o Silicon Valley Learning Experience, uma visita aos principais locais do Vale para falar com alguns dos grandes nomes da região.

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