Startup monta fábrica que fará 4 milhões de hambúrgueres de carne falsa por mês

A companhia está lançando sua primeira unidade de produção em larga escala, em Oakland, cidade vizinha de São Francisco, até o final de 2017

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

23 de março de 2017

Quantas toneladas de carne são usadas para fazer hambúrgueres para o consumo das pessoas? Principalmente nos Estados Unidos, onde isso é comida do dia-a-dia, é bastante. Bom, uma startup tem a missão de mudar essa história: a Impossible Foods.

A companhia está lançando sua primeira unidade de produção em larga escala, em Oakland, cidade vizinha de São Francisco, até o final de 2017. A unidade vai ter a capacidade de produzir quatro milhões de hambúrgueres, com uma pequena surpresinha: eles não são FEITOS de carne.

Só que eles são quase carne. Tem gosto de carne, cheiro de carne, aparência de carne e até sangram como carne. A única diferença é que a textura ainda não é 100% igual a carne, mas isto também será resolvido com o tempo. Para Pat Brown, fundador da empresa, esse lançamento é o “nascimento de uma indústria nova”.

Faz sentido. A Impossible Foods se tornou um dos grandes nomes do mundo de inovação: Bill Gates, Khosla Ventures e Google Ventures investiram nela, somando US$ 182 milhões em investimentos desde seu nascimento. A carne falsa já é vendida em 8 restaurantes renomados, como o Momofuku Nishi, de Nova York, e é muito bem avaliada.

Com a nova fábrica, a Impossible Foods vai poder aumentar a capacidade em 250 vezes, permitindo que mais de 1.000 restaurantes usem a carne da empresa. Além disso, a startup tem o claro interesse em montar um “açougue” de suas carnes que não são carne. Eles querem suprir a demanda de todo mundo que deseja largar.

A “carne falsa” é feita de trigo, proteína da batata, com óleo de coco, alguns aditivos e “heme”, uma molécula encontrada na carne e em algumas plantas – que é tido como o “ingrediente secreto” que a deixa com mais cara de carne mesmo. Ela é um resultado de uma longa pesquisa de Brown, um químico que lecionava na Universidade de Stanford até 2009 – quando foi atrás do seu sonho de produzir esta carne.

Além disso, o processo de fabricação desta carne é muito mais sustentável que fazer carne bovina. A pecuária ocupa um terço de todas as terras ocupadas e é responsável por 15% de todos os gases que fazem o aquecimento global. Ou seja, com essa carne, eliminamos um problema moral de comer animais e diminuímos o efeito estufa. Só ganhos.

A mentalidade do Vale transforma nossas vidas e vai transformar ainda mais: é lá que está nascendo o futuro do seu dia-a-dia. Para conhecer isso, temos duas iniciativas. O primeiro é o Silicon Valley Conference, um evento que promete transformar São Paulo no Vale por um dia e o Silicon Valley Learning Experience, uma visita aos principais locais do Vale para falar com alguns dos grandes nomes da região.

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