A venda bilionária do YouTube para o Google e como isso beneficiou as empresas

No entanto, o caso não ficou conhecido pelo seu curioso começo, mas pelo valor da compra: US$ 1,65 bilhão, considerado excessivo

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Isabela Borrelli é repórter do Portal StartSe

20 de março de 2017

Em 2006, o YouTube não era grande coisa ainda, apenas uma startup de um ano e meio que estava começando a ascender e chamar atenção. Um dos olhares que a empresa atraiu foi o de Susan Wojcicki, na época responsável pela divisão de vídeos no Google. E engana-se quem pensa que Wojcicki estava focada somente em métricas quando decidiu que o Google precisava comprar a startup, pelo contrário: foi esse vídeo caseiro de dois garotos dublando a música dos Backstreet Boys, “As Long As You Love Me”:

Wojcicki, hoje CEO do YouTube, afirmou que o motivo por considerar a plataforma tão valiosa foi perceber que qualquer um poderia fazer conteúdo – e isso não exigiria mais um estúdio de gravação, por exemplo. De fato, hoje qualquer um faz conteúdos e o YouTube é uma ferramenta essencial no mundo digital.

No mesmo ano, o YouTube foi comprado pelo Google. No entanto, o caso não ficou conhecido pelo seu curioso começo, mas pelo valor da compra: US$ 1,65 bilhão. Apesar de o negócio ter recebido críticas por causa do valor pago, uma vez que a companhia teria pagado muito mais do que a startup de fato valia, ele acabou valendo a pena para as duas empresas, sendo inclusive considerado uma das melhores aquisições do mercado tech, segundo The Ringer.

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Foi um bom negócio em termos de lucratividade: antes da compra, tanto o YouTube queria achar um modelo viável de monetização, como também o Google teve problemas ao criar um canal de vídeos próprio, de nome Google Videos. No caso, a tentativa falhou e o canal não foi tão bem aceito como o YouTube, que tinha mais opções para as redes sociais, por exemplo. Como resultado, o Google comprou seu concorrente mais forte.

Não só o YouTube recebeu a bolada de mais de um bilhão de dólares, mas também o Google transformou a antes startup em uma das maiores, senão a maior, empresas do ramo. Com o modelo de monetização implantado pela companhia, no de 2016, por exemplo, a receita de vendas de anúncios ficou por volta de US$ 5,2 bilhões.

Recentemente, por exemplo, o YouTube anunciou que irá lançar seu próprio serviço de TV a cabo, o YouTube TV, mirando no combate às grandes empresas do ramo. Com mensalidade no valor de US$ 35, o cliente tem acesso a conteúdos transmitidos ao vivo e a canais da TV a cabo, tudo via aplicativo!

Além de ser um negócio rentável, o YouTube também se tornou uma peça chave para o Google por ser uma das principais opções do resultado da busca. Como consequência, o usuário sai de um produto Google… para outro produto Google! Nada mal, hein?

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