Conheça a Climate Corporation, primeiro unicórnio de agrotech do mundo

Startup foi adquirida pela Monsanto em 2013, quando atingiu o valor de US$ 1 bilhão e se tornou a primeira unicórnio do setor

Tainá é repórter da StartSe

6 de junho de 2018

A The Climate Corporation foi criada para prever, inicialmente, mudanças meteorológicas. Com o tempo, a Climate pivotou seu modelo de negócios e se tornou uma agrotech de agricultura digital. Em 2013, a startup foi adquirida pela Monsanto, em uma aquisição na qual atingiu o valuation de US$ 1 bilhão e tornou-se um unicórnio.

A Climate cresceu desde então. A startup hoje está presente nos Estados Unidos, Brasil e Canadá, com pré-lançamento na Argentina e Europa. Mateus Barros, líder comercial da América do Sul da Climate, esteve na Agrotech Conference que aconteceu nesta terça-feira (5) para apresentar o case da agrotech.

O principal produto da Climate é o Fieldview Drive, iniciativa que conecta máquinas e campos em operações de plantio, pulverização e colheita. A solução foi lançada há um ano atrás e, no início, enfrentou problemas de compatibilidade. “A compatibilidade era boa, mas um fator limitante, pois no Brasil existem muitos modelos de máquina e diferentes tecnologias utilizadas”, comenta Barros. Mas nos últimos meses, a startup conseguiu contabilizar as principais empresas de equipamentos agrícolas do país.

Hoje, o Fieldview Drive é capaz de medir o impacto econômico de uma falha em uma plantação. Bastos apresentou o case da Gabriela Nichel, também presente no evento, no qual a fazenda de sua família conseguiu detectar uma falha de irrigação na plantação a tempo de não prejudicá-la.

A iniciativa mede o impacto dos processos realizados nas plantações instalando um dispositivo de coleta de dados. A própria plataforma analisa os dados recebidos e gera, automaticamente, mapas de plantio, colheita e pulverização.

Além de possuir as próprias soluções, o Fieldview Drive também reúne as soluções de outras empresas. “Imagine um produtor que tem uma solução de pragas e outra de drone. Ele possui duas informações de altíssima qualidade, mas isoladas – foi aqui que identificamos a necessidade do agricultor de integrar uma série de soluções digitais”, afirma Mateus Barros. Nos Estados Unidos, a plataforma já possui 25 empresas integradas.

Barros comenta que, na prática, a inciativa tem ajudado a identificar empresas e construir uma grande rede colaborativa. “É uma relação ganha-ganha-ganha. Ganha o startup e parceiro, que podem ter novos fornecedores, ganha a Climate, porque nasce um novo modelo de negócio na agricultura, e ganha o agricultor, que terá uma gestão mais eficiente dos dados que possui”.

Em paralelo, a Climate desenvolve cerca de 30 projetos de soluções de praga de doenças, de entendimento do clima e como conviver melhor com mudanças adversas. Um dos projetos é o de reconhecimento de imagens, mesma tecnologia utilizada em grandes empresas na identificação facial, mas que agora é aplicada na agricultura. “O nosso principal objetivo é empoderar o agricultor para que ele tenha dados na mão na hora que precisar”, finaliza o líder comercial da Climate na América do Sul.

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