Aquisição da Strider pela Syngenta é discutida por executivos das empresas

Luiz Tângari, fundador da Strider, e André Savino, Diretor de Marketing da Syngenta no Brasil comentaram a aquisição da agrotech

Tainá é repórter da StartSe

6 de junho de 2018

Em março deste ano, a Strider, startup de agricultura digital, foi adquirida pela Syngenta – corporação de agricultura especializada em sementes. Luiz Tângari, cofundador da Strider, e André Savino, Diretor Geral de Marketing da Syngenta no Brasil, comentaram a aquisição da agrotech pela corporação na AgroTech Conference, evento da StartSe que acontece nesta terça (05).

A Syngenta começou a olhar o mundo digital quando percebeu que essa era uma demanda crescente. “Nos chamou atenção que a revolução agrícola já estava acontecendo”, comenta Savino. Logo a empresa decidiu que precisava investir no setor para se tornar ainda mais relevante para o agricultor.

“Todo mundo pode ser decisório para algum agricultor porque tem habilidade e faz a diferença, mas geralmente não é possível em larga escala. Atingir esse objetivo em larga escala nos fez perceber que precisávamos entrar nesse mercado imediatamente”, afirma André.

A corporação começou a fazer uma pesquisa de mercado quando tomou a decisão de se associar com uma startup de agricultura digital no Brasil e a Strider foi com quem possuiu mais sinergia. Na época, a startup havia apresentado um pitch para a corporação, pois estava em busca de investimentos – conforme disse Tângari em uma entrevista para a StartSe.

Para a startup, fazia sentido a Strider e a Syngenta ter uma operação conjunta porque o produtor deseja sucesso – seja através de software ou pesticidas. “Nós éramos apenas software, não produzíamos o resto das iniciativas necessárias, então para nós a aquisição foi natural para fazermos parte de uma oferta completa”, afirma Tângari. O primeiro impacto sentido pela startup após a aquisição foi o acesso a outras empresas.

A corporação escolheu não incorporar a agrotech por um motivo simples: a startup perderia a essência. “Na nossa visão, não poderíamos incorporar a Strider ou trazê-la para o mesmo prédio, porque a Strider só valia a pena ser adquirida se continuasse a ser a Strider”, comenta André Savino. Hoje, a Strider continua com sua sede em Belo Horizonte, enquanto a Syngenta atua a partir de São Paulo.

No entanto, as empresas realizam reuniões mensais para mostrar os modelos de performance. E, apesar da distância, uma empresa impactou diretamente na outra, como costuma acontecer em associações de corporações e startups. “O processo de inovação, tomada de decisão e transformação de ideias e fatos em ações da Strider é algo que nos inspira demais”, finaliza Savino.

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