O foco da aprendizagem deve ser em gerar significado

Entre os principais temas abordados, os experts comentaram sobre a importância das empresas precisarem gerar propósito

Isabela Borrelli é repórter do Portal StartSe

18 de abril de 2018

Thais Aquino, head de educação offline da StartSe, conversou sobre educação para o trabalho com Thiago Chaer, da Future Education, Demetrius Lima, da Sábia Experience, Samir Iásback, da Qrânio, e Pablo Sales, da Kanttum. Entre os principais temas abordados, os experts comentaram sobre a importância das empresas precisarem gerar propósito por meio do aprendizado e como elas podem reter e atrair talentos.

A vida mudou e, como citado por Samir Iásback, as gerações passadas planejavam a vida com um plano muito claro: estudar em boas instituições de ensino, conseguir um trabalho em uma grande empresa, onde ficará por 30 anos, se aposentar e, finalmente, poder curtir a vida. Hoje, esse plano não faz sentido.

“Os jovens não ficam mais que 2 anos em cada organização: é a geração do cheguei, fiquei e já fui. É preciso ter um propósito que significa algo para o profissional. A aprendizagem precisa gerar significado”, afirmou Demetrius Lima. No caso, a empresa precisa ter uma cultura que impacte os funcionários e também faça sentido.

Samir Iásbeck, da Qrânio, concordou e comentou o caso do Google: “O que eu vejo dos jovens é que para eles esperar muito para curtir a vida é chegar o final de semana e não o fim da vida. Por que todo mundo quer trabalhar no Google? Porque a empresa se mostra assim: pela cultura em tudo o que a empresa faz!”.

Em seguida, Thais Aquino deu o exemplo da Ambev, corporação que para sua geração era o lugar dos sonhos para trabalhar, mas que, para a sua irmã 7 anos mais nova, a empresa não faz sentido. A provocação que ela fez foi: Como manter as pessoas que já estão trabalhando há 10, 20, 30 anos na grande organização?

Para Pablo Sales, o projeto de vida tem ganhado força: “Se você oferecer um treinamento que não faz sentido para o projeto de vida do profissional, ele não engaja”. É preciso estar alinhado com os funcionários, com o que eles esperam e onde é possível criar esse contato entre ambos os lados.

A experiência também pode ser uma solução. “É importante que a experiência que você gera para toda e qualquer pessoa faça-a falar ‘uau’. Pessoas concursadas que estão há 40 anos no mesmo cargo e profissionais jovens que estão entrando na empresa enfrentam o mesmo problema que é engajamento”, afirmou Demetrius Lima.

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