7 startups do mundo jurídico que estão mudando o direito no Brasil

Advogados aqui precisam ser produtivos, enquanto o sistema judiciário muitas vezes patina e demora anos e anos para realizar um único julgamento

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

12 de setembro de 2017

O Brasil é talvez o país mais cheio de burocracias de todo o mundo. Aqui, é fácil ter pendências com a justiça por qualquer motivo – mesmo quando você está certo. Não é incomum ver cidadãos comuns entrarem na justiça por pequenas coisas.

Advogados aqui precisam ser produtivos, enquanto o sistema judiciário muitas vezes patina e demora anos e anos para realizar um único julgamento. E infelizmente, historicamente a justiça nem sempre é para todos por aqui: quem tem mais dinheiro acaba tendo vantagem. Só que o setor está mudando.

Novas tecnologias estão fazendo a justiça mais eficiente e rápida. Advogados conseguem trabalhar melhor, arbitragem privadas estão nascendo e desafogando o sistema judiciário, há tantos anos travado. Há um enorme campo de melhorias que vão surgir nos próximos anos. Por conta disso, criamos o Lawtech Conference, evento exclusivo em São Paulo para tratar sobre as startups do segmento.

E com essas melhorias, é natural ver o assunto ganhando mais espaço na mídia. Por isso, a Revista Exame fez uma lista de 7 startups que estão mudando o direito no país. Compartilho com vocês, leitores do StartSe:

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1. Finch Soluções

A primeira citada na lista nasceu dentro de um dos maiores escritórios de advocacia do país, o JBM & Mandaliti, que precisava agilizar e baratear os processos de contencioso de massa – ou seja, um ganho enorme de produtividade em ações coletivas. Embora a trajetória não tenha sido uma trajetória típica de startup, a empresa foi separada em 2013 e já conta com 620 funcionários.

Desde 2015 ela usa o Watson da IBM e oferta programas de gestão jurídica, análise de dados, pesquisa avançada de jurisprudência (quando um caso parecido já foi julgado anteriormente), acompanhamento de processos e automação de agendamentos (o que pode reduzir de meses para segundos o tempo de alguns processos). O selling point da companhia é simples: ao aumentar a produtividade dos advogados, a Finch Soluções diminui custos com folha de pagamento de escritórios e departamentos jurídicos.

2. JusBrasil

A startup tem uma enorme pilha de processos jurídicos públicos que podem ser acessados por qualquer um. Além disso, ela busca facilitar o acesso à justiça através de informação gratuita sobre direitos e deveres, e da busca por advogados, para que todos possam ter seus direitos exercidos na prática. Já recebeu aportes de grandes nomes como Monashees e Founders Club.

Ela foi fundada em 2008 e é uma das principais startups brasileiras – estando presente, naturalmente, no Lawtech Conference. Sua estratégia de monetização é oferecer serviços pagos, como um alerta que envia notificações sobre processos a partir de keywords, CPF ou CNPJ, busca por citações em peças jurídicas similares, entre outras ferramentas.

3. Looplex

A ideia da Looplex é oferecer modelos inteligentes e customizáveis de documentos jurídicos, o que reduz (e muito) o tempo de criação deles. Dois exemplos: uma contestação de caso bancário demoraria 3 horas para ser feita por um advogado, com com a solução da Looplex demora só 20 minutos. Já uma debênture demoraria 20 horas, mas dura apenas 30 minutos com a solução.

4. Justto

A Justto, que foi acelerada pela ACE, é uma plataforma de arbitragem (através da Arbitranet) e conciliação judicial (com a Acordo Fácil). Arbitragem é importante para resolver problemas entre duas partes, parecido com a conciliação (que já resolveu mais de 5.000 casos fora da justiça). Tirar os processos do sistema judiciário é interessante para agilizar o processo e baixar custos dos processos.

5. NetLex

A NetLex é outra empresa que faz contratos padrões, mas desta vez para contratação de fornecedores. Seu software gera automaticamente os documentos, diminuindo o tempo de criação e os custos para as empresas envolvidas. Mais um grande ganho de produtividade.

6. Advys

A plataforma da Advys permite que se tire dúvidas jurídicas de diversas maneiras pela internet, voltada para pessoas físicas e pequenas empresas. Por apenas R$ 49,90, é possível ter assistência jurídica através desta startup.

7. Legal One

Por fim, a Legal One nasceu dentro da Thomson Reuters, uma das maiores empresas de comunicação do mundo. Essa plataforma reúne processos, conteúdo legal, financeiro, contratos, clientes e contatos. A ideia é integrar departamentos jurídicos e escritórios para aumentar a eficiência entre os dois.

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