Como o conceito de open banking pode melhorar sua vida como consumidor

Fintechs podem não ser apenas concorrentes dos bancos, mas parceiras – e o GuiaBolso e Mercado Bitcoin discutem essa relação

Tainá é repórter da StartSe

7 de junho de 2018

As fintechs são frequentemente encaradas como as principais inimigas dos bancos – mas o que acontece quando eles se unem? O resultado é o open banking! O open banking é a iniciativa que integra sistemas de bancos no meio digital, possibilitando a criação de negócios e parcerias. Com a digitalização dos bancos, a medida está se tornando cada vez mais comum – fintechs estão se associando com estas instituições para oferecer a compensação de pagamentos mais rápida para seus clientes, entre outros benefícios.

Um painel na Fintech Conference, evento da StartSe sobre o ecossistema de fintechs, reuniu duas fintechs e um banco para falar sobre open banking: GuiaBolso, Mercado Bitcoin e o Banco Brasil Plural, em um bate-papo mediado por Carlos Netto, da Matera.

Thiago Alvarez, CEO do GuiaBolso, apresentou o case da fintech. O GuiaBolso é um aplicativo de gestão financeira que ampliou seu modelo de negócios: hoje, a startup também auxilia na contratação de empréstimos pessoais de acordo com o perfil financeiro do usuário. A medida só foi possível a partir da integração do sistema da fintech com bancos via APIs – interface de programação de aplicações – com bancos.

As APIs – application programmimg interface, ou interface de programação de aplicações, em português – são ferramentas que unem dois sistemas diferentes, disponibilizadas pelos donos dos sistemas. No caso das fintechs, a integração possibilita que os clientes tenham mais rapidez na compensação bancária de pagamentos, além de permitir o compartilhamento de dados cadastrais – o que facilita que o GuiaBolso ofereça empréstimos de acordo com o perfil financeiro dos usuários.

“Na questão de crédito, o GuiaBolso se associou primeiro com as fintechs por causa da maior disponibilidade de APIs. Mas os empréstimos chegaram a um nível que as fintechs não conseguiam suportar, e os bancos entraram na conta, também através de APIs”, comentou o CEO do GuiaBolso. No futuro, a fintech também atuará no setor de investimentos.

O case do Mercado Bitcoin

Já o Mercado Bitcoin é uma corretora (ou exchange) de bitcoins. No ano passado, com o boom das criptomoedas no Brasil e no mundo, a fintech enfrentou um grande crescimento de clientes e o open banking foi vital nesse processo. A integração com APIs de bancos permitiu que a transferência de pagamentos fosse realizada mais rapidamente, o que reflete diretamente na velocidade em que os clientes recebem seus bitcoins.

“O tempo que levávamos para receber uma TED e conciliá-la no site do banco tornava a experiência para o cliente muito demorada e ruim”, explicou Gustavo Chamati, CEO do Mercado Bitcoin. Com a integração das APIs, a fintech agora realiza esse processo de forma automatizada. Juntos, a startup e o banco melhoram a experiência do cliente nas duas instituições.

Ronaldo Torturella, sócio e CTO do Banco Brasil Plural, trouxe o ponto de vista dos bancos a conversa. “Democratizar o acesso é uma oportunidade única e escalável para o sistema, sem aumento de custos porque, na maioria das fintechs, os serviços são completamente digitais”, explica.

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