Logística no Brasil ainda é amadora, mas promete mudar nos próximos anos

A solução é trazer formas de acompanhar a entrega e fazê-la de uma forma mais inteligente e tecnológica

Isabela Borrelli é repórter do Portal StartSe

12 de julho de 2018

A logística é uma parte muito importante do processo de venda e distribuição de uma empresa. Mesmo assim (e com as várias tecnologias disponíveis no mercado), muitas empresas no Brasil ainda contam com processos engessados.

“Eu acho que uma dificuldade grande que a gente tem é com relação ao nível de sofisticação das empresas em relação à logística. Diversos processos, como o de distribuição, ainda são feitos de forma manual e com poucos recursos de tecnologia”, afirma Caio Reina, fundador e CEO da RoutEasy.

No caso, a RoutEasy é uma startup que fornece um roteirizador completo com algoritmos eficientes e adaptados para a realidade da logística no Brasil. O objetivo principal da empresa é oferecer uma solução simples e rápida para planejar rotas, além de trazer economia para os clientes.

Mas qual exatamente é a dificuldade e onde a tecnologia está entrando para ajudar?

Segundo Reina, a logística tradicional funciona da seguinte forma: a empresa produz, armazena, vende e carrega os veículos. “No entanto, do portão em diante não se sabe o que acontece, só quando o caminhão volta – ou vazio ou com algum carregamento que ele não conseguiu entregar – e esse processo sempre foi muito passivo”, revela o CEO.

A solução é trazer formas de acompanhar a entrega e fazê-la de uma forma mais inteligente e tecnológica, para, dessa forma, se uma entrega está com problemas porque o cliente não está no momento para receber, é possível que a empresa entre em contato com ele para resolver a situação. Mas não são só soluções como roteirização que estão disponíveis no mercado: Reina também citou veículos autônomos, elétricos, blockchain e drones.

Em relação a veículos autônomos, como o caminhão autônomo do Uber que já fez a entrega de 50 mil cervejas, ele admite que a tendência ainda está muito no começo e que demorará para chegar no país. Blockchain também é uma forte aposta: “A gente está vendo, por exemplo, o avanço do blockchain para fazer registros públicos confiáveis na cadeia toda”, afirma Caio.

Ao mesmo tempo, drones são uma tecnologia totalmente dominada. A Amazon, por exemplo, é uma das lojas que já faz entregas com os dispositivos:

 

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