Esses são os 3 pilares para a mobilidade do futuro, de acordo com especialista

Transporte multimodal, uso de dados e carros elétricos e autônomos serão o futuro da mobilidade, segundo Fernando Saddi

Tainá é repórter da StartSe

1 de agosto de 2018

Desde já podemos ver indícios de como será o transporte no futuro: grandes empresas como Google (através da Waymo) e Uber estão investindo em carros autônomos, veículos elétricos estão deixando de ser opção e virando modelo de negócios para as montadoras e até novos transportes estão surgindo, como as scooters elétricas.

Segundo Fernando Saddi, CEO da startup Easy Carros, essas mudanças na tecnologia vão permitir que o futuro da mobilidade aconteça. “O futuro da mobilidade será baseado em 3 coisas: captura de dados, carros elétricos e autônomos e transporte multimodal”, afirmou em entrevista para a StartSe.

Os dados serão proporcionados principalmente por aplicativos como Google Maps e Waze, que trarão informações de onde os veículos estão, para onde vão e qual a velocidade que fazem isso. Hoje, esses aplicativos acabam realizando o papel de remanejar o trânsito nas cidades e podem ser essenciais na construção das cidades inteligentes.

Outra fonte de dados serão os carros autônomos (e que geralmente também são elétricos). Por terem inteligência artificial, os carros já terão as rotas no sistema – ou utilizar um dos serviços já existentes de forma nativa. “Os carros elétricos e autônomos vão permitir cada vez mais que o consumo em geral de veículos seja mais barato e também mais eficiente. O custo no combustível acaba tornando o carro mais acessível e faz com que mais gente adote esses veículos, mudando do transporte coletivo para o individual”, comenta Fernando Saddi.

Já o terceiro pilar da mobilidade urbana será o transporte multimodal, segundo o empreendedor. “Acho que as pessoas agora estão conectando os meios de transporte, usando multimodais e se transportando em diferentes meios na cidade”, afirma. Isso já era visto em menor escala (e as vezes de forma involuntária) com a junção de ônibus + metrô+carro (táxis ou não), mas a tecnologia nos trouxe uma maior cartela de opções: aplicativos de mobilidade, scooters elétricas e em algum momento, carros autônomos.

“O futuro dos carros estará na mão das empresas e não dos indivíduos. A porcentagem de veículos de empresas cresceu, os aplicativos de ride sharing (compartilhamento de viagens de carro) também. A indústria de transporte será cada vez mais acessada, e pessoas não serão mais as donas dos veículos – elas constituirão uma economia compartilhada”, prevê Saddi.

Novos modelos de negócios surgirão – inclusive no Brasil

Naturalmente, novos modelos de negócio surgirão com a mudança na mobilidade. Novas legislações serão criadas para regulamentar o que é novo – afinal, de quem é a culpa se um veículo autônomo causar um acidente? “Uma regulamentação nova com certeza é exigida e tem que ser muito bem pensada no lado ético e de responsabilidade, mas acho que os veículos autônomos por si só funcionam muito bem em ambientes controlados”, afirma Fernando Saddi.

Outro segmento que sofrerá mudanças é o de seguros. Se a diminuição de acidentes de trânsito se tornar uma realidade com os carros autônomos, o que acontecerá com este segmento? Ele precisará se reinventar para não morrer – e será que isso inclui também desenvolver pacotes específicos para os carros autônomos? A indústria de oficinas de mecânica e consertos também é um exemplo que deve sofrer com esse movimento.

“Quando você tira a hora-homem, o carro se torna mais barato – você cria novos tipos de empresas que podem funcionar simplesmente por delivery, eliminando o restaurante que só faz entrega. O carro vira um foodtruck ambulante que leva para onde você quer que entregue”, comenta o CEO da EasyCarros. Um exemplo dessa realidade hipotética foi na série Black Mirror, em que uma pizzaria tinha o próprio carro autônomo de entregas.

Mas assim como algumas indústrias vão mudar ou morrer, outras serão criadas. “Vamos mudar para ter plataformas de entrada e saída de pessoas, como aeroportos”, explica Saddi.

Easy Carros

A solução da Easy Carros auxilia as empresas a fazerem essa transição para a digitalização da mobilidade, auxiliando nos processos que elas têm e como se movem. “Especialmente na logística e transporte dos colaboradores, deixamos esse processo mais eficiente criando uma plataforma online que digitaliza a frota das empresas e entende como se comporta”, comenta o CEO.

Fernando Saddi será um dos palestrantes do Mobility Day, um evento da StartSe sobre as principais inovações do setor de mobilidade. Não fique de fora e confira o evento aqui!

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