Porquê a Suécia é o país chamado de startup de sucesso

Estocolmo, é o segundo hub tecnológico com maior número de unicórnios per capita, atrás apenas de San Francisco

suecia

#1 - Maior ecossistema de startups do país

10 de outubro de 2017

*Por Michael Figueiredo, diretor corporativo da Sustainability

Com uma população de 10 milhões de habitantes, a Suécia está em uma outra categoria quando se trata de desenvolvimento de novas tecnologias. Este reino escandinavo é o lar de algumas das marcas mais conhecidas do mundo, como IKEA, Volvo, Electrolux, Ericsson e H&M.

Mas, mais recentemente, a Suécia tornou-se também uma referência em startups de tecnologia. A capital Estocolmo, é o segundo hub tecnológico com maior número de unicórnios per capita, atrás apenas de San Francisco.

Alguns fatos sobre a cena startup sueca:

  • Estocolmo é o lar de mais de 22 mil startups.
  • 1,5 Bilhões de euros foram levantados pelas startups suecas em 2016, um aumento de mais de 50% desde 2015.
  • FinTech foi o principal setor de tecnologia em 2016, seguido por e-commerce, e-health e e-fitness.

Modelos bem-sucedidos inspiram outros

Ao longo dos últimos anos, o tamanho da comunidade startup cresceu exponencialmente, com a inclusão de novos hubs de inovação, de eventos de tecnologia, e de investidores em startups – criando em Estocolmo um sentimento de ecossistema forte e conectado.

Um dos fatores mais importante para o desenvolvimento de um ecossistema bem sucedido, é ter cases de sucesso que servirão de modelos para outros.

Em Estocolmo, essas empresas são o Skype, Spotify, Klarna, King, Mojang, iZettle entre outras. Essas empresas inspiram novos talentos, reinvestem no ecossistema, e atraem novos investidores para a cena.

Por que Cultura, Sociedade e Valores importam

A cultura local e os valores da sociedade sueca criam um terreno para comunidade startup. A Suécia caracteriza-se principalmente por ser uma sociedade não hierárquica e informal – e o trabalho em equipe vem de forma fácil e instintiva.

O sistema de segurança social do país permite que empreendedores e investidores assumam riscos maiores. A mão de obra é altamente qualificada (educação é gratuita) e com alto nível de proficiência em inglês.

Tecnologia e inovação são assuntos naturais para os suecos, desde que o governo do país decidiu subsidiar a compra de computadores pessoais nos anos 90. Isso criou, ainda naquela época, uma primeira geração de nativos digitais. Hoje, a Suécia é uma das economias mais digitais do mundo.

O Startse está apoiando a Missão de imersão e aprendizado para a Escandinávia. Serão 5 dias entre Estocolmo e Helsinki, onde vamos conhecer pessoas e empresas-chave da cena startup, identificaremos oportunidades, cases globais de negócios, novas tendências digitais, tecnológicas e de empreendedorismo. Juntos, vamos desvendar os segredos por trás do modelo de inovação escandinavo.

Acesse 

Além disso, vamos promover uma live de Facebook esta terça-feira (15), às 21h sobre o assunto. Conosco estarão:

Ricardo Geromel
O seu moderador lançou dois times de futebol profissional nos EUA, escreve para a Forbes desde 2011, autor do best-seller bilionários. Ele adora conversas profundas e têm como slogan pessoal ““Não sei qual a pergunta. Mas a resposta certa sempre é viajar”.

Anders Norinder
sueco de nascimento e brasileiro de coração. Ex-ceo da sueca Volvo Cars no Brasil (e também na Argentina e México), mais de 10 anos de experiência em alta gerência no setor automotivo. E ex-Ceo (3 anos) da startup sueca Izettle, que hoje possui um valuation em torno de US$ 600 milhões. Hoje, ele é mentor na Exame.com, consultor e vice-presidente da Camara de Comércio Suécia Brasil.

Elsa Stefenson
sueca de Gotenburgo, ela é gerente de projetos na Business Sweden com mais de 10 anos de experiência em consultoria em diversos setores. Mais de 50 projetos de consultoria envolvendo empresas Suecas no Brasil.

Michael Figueiredo
Ex-gerente de riscos no De Lage landen. Michael fundou o projeto Power to the Crowd em 2013 com o objetivo de conectar ecossistemas criativos entre Suécia e Brasil, em parceria com agências de inovação do governo da Suécia. Hoje, é responsável pelo 1o espaço bi-nacional de aceleração de novos negócios na Suécia; e presidente da Berghs School of Communication na América Latina.

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