Pioneiro das fintechs explica os 3 requisitos para uma empresa inovar

Leia entrevista com Guilherme Horn, criador da Órama, simplesmente a fintech mais inovadora do mundo segundo a Amazon

É colaborador da Let's Talk Payments focado em fintechs brasileiras. Ele é CEO da agência SGC Conteúdo e autor do blog Dinheiro pra Viver

12 de setembro de 2017

A empresa criada por Guilherme Horn foi simplesmente eleita pela Amazon como a fintech mais inovadora do mundo em 2012.

Aqui estamos falando da Órama, que na verdade é apenas uma das cinco startups que Horn já teve. Outro grande caso de sucesso foi a corretora Ágora, vendida para o Bradesco em 2008.

Hoje, Horn é investidor anjo e participa do conselho de mais de 30 startups, além da Anjos do Brasil e da Associação Brasileira de Fintechs.

Ainda, é diretor de Inovação da Accenture, colunista do jornal O Estado de S. Paulo e editor do Finnovation, maior blog de fintechs do país.

Em nome do StartSe e da Let’s Talk Payments, principal portal de conteúdo sobre fintechs no mundo, tive a oportunidade de entrevistar Horn recentemente. Ele falou sobre fintechs, empreendedorismo e disse quais são os três requisitos fundamentais para uma empresa conseguir inovar nos tempos atuais.

Leia a entrevista abaixo.

Guilherme Horn, investidor anjo, fundador da Órama e da Ágora e hoje diretor da AccentureComo você descreve a evolução da cena de fintechs no Brasil hoje?

Guilherme Horn: É um segmento que tem evoluído bastante  Há quatro anos a gente tinha cerca de 40 fintechs no Brasil. Hoje são mais de 400. É um crescimento muito significativo. Não só em quantidade como em amadurecimento. As soluções hoje que têm sido criadas são mais maduras.

O que significa ser mais madura, nesse caso?

GH: Existem alguns aspectos que a gente considera para avaliar esse amadurecimento. Por exemplo: a experiência do fundador da startup no seu segmento. Hoje, temos fintechs fundadas por pessoas com 10 ou 20 anos de experiência de mercado. No passado, a gente só via gente nova. Na prática, essas empresas [com fundadores mais experientes] passam por alguns atalhos. Elas cortam caminhos e evitam, por exemplo, fazer coisas que já foram testadas no mercado e não funcionaram.

O que as empresas grandes e tradicionais precisam fazer para se adaptar a esse novo cenário?

GH: Existe três requisitos importantes para uma grande empresa ser inovadora. O primeiro é a governança. Ela precisa ter uma governança voltada para inovação. Por exemplo, precisa definir se a inovação vai ser centralizada, descentralizada ou híbrida.

O segundo é o mindset. A empresa precisa estar aberta a testar. É preciso que a falha seja tolerada.

O terceiro requisito é ter incentivos para que seus executivos inovem. Se não, eles vão sempre procurar evitar correr riscos. Inovar significa correr riscos, significa considerar a falha como parte do processo. Se os executivos não tiverem incentivos – e estou falando de incentivos mesmo, remuneração – eles vão ser mais conservadores.

Como se aceita a falha e ao mesmo tempo incentiva o executivo? Ele deve ser recompensado mesmo se falhar?

Pode-se evitar testar as inovações no produto principal da empresa. Você testa em outras áreas. Com isso se reduz o impacto de uma falha.

Mas o principal é que o executivo tem que aprender com a falha. A falha só tem valor se gerar aprendizado. 

Todo empreendedor de sucesso já cometeu algum grande erro – ao menos os que eu conheci até hoje. Você teve algum grande erro, na sua trajetória de empreendedor, que você possa compartilhar para que outras pessoas não cometam?

GHUma dificuldade que o empreendedor sempre tem é relacionada a pessoas. É conseguir atrair os melhores talentos. Isso é muito difícil para uma startup, porque não tem dinheiro para pagar altos salários. O cara não pode viver só do sonho de um dia o valuation da startup crescer. Às vezes ele tem que pagar o aluguel no fim do mês.

O erro que muitas vezes os empreendedores acabam cometendo é não ter a paciência necessária para esperar e encontrar a pessoa certa.

Às vezes você está na pressão, não acha a pessoa certa e contrata a que está disponível. Eu já cometi esse erro, e foi muito impactante. Mais tarde, paguei preço, de às vezes ter que jogar fora um sistema inteiro ou refazer um trabalho porque não consegui a pessoa certa. Esse foi um grande aprendizado.

Saiba como fazer parte desse ecossistema

Para fazer parte do ecossistema global de fintechs, você pode cadastrar sua startup na MEDICI e na Startse Base.

A MEDICI é uma base de dados que conta hoje com mais de 7.000 fintechs de todo o mundo. Ela pertence à Let’s Talk Payments (LTP), empresa global de conteúdo e pesquisas sobre o setor.

A StartSe Base é a maior base de dados de startups do Brasil, com mais de 5.000 empresas cadastradas.

Registrando a sua fintech nas duas, ela vai ganhar visibilidade junto aos principais investidores nacionais e estrangeiros.

Sobre a Let’s Talk Payments

Let’s Talk Payments (LTP) é a principal plataforma de conteúdo e pesquisas sobre fintechs no mundo. Mais de 400 instituições financeiras e 90 programas de inovação recorrem à LTP para obter informações sobre as empresas que estão disruptindo o setor financeiro.

Esta entrevista foi realizada por Sílvio Crespo, colaborador regular da LTP, focado no mercado de fintechs do Brasil. Ele é o CEO da SGC Conteúdo e autor do blog Dinheiro pra Viver.

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