Colchão em uma caixa? Startup revoluciona indústria do sono através de produtos

A Zissou é uma startup busca melhorar o sono dos consumidores através de produtos como um colchão entregue em uma caixa de 1 metro

Tainá é repórter da StartSe

7 de fevereiro de 2018

A Zissou é uma startup do sono. Simples assim. E, por isso, busca em seu portfólio desenvolver produtos para que a relação das pessoas com essa necessidade tão importante seja cada vez melhor. Os sócios Amit Eisler, Andreas Burmeister e Ilan Vasserman tiveram a ideia ao perceber que existem soluções para melhorar a saúde através da alimentação e exercícios físicos, mas não para aumentar a qualidade de vida através do sono.

Ilan Vasserman estava nos Estados Unidos quando a Ariana Huffington escreveu o livro “Sleep Revolution” e o sono virou pauta no país. “Percebemos que as pessoas têm menos consciência da importância do sono tem e não existem marcas aspiracionais que ocupem esse espaço”, comentou Amit Eisler. A Zissou preenche esse gap, trazendo conteúdos em suas redes sociais para melhorar o sono de seus consumidores e produtos que revolucionam essa indústria.

O primeiro produto desenvolvido pela startup é disruptivo: um colchão que cabe dentro de uma caixa de um metro de altura. O colchão não é de ar ou dobrável, mas é enviado em uma caixa para qualquer lugar no país. Idealizado no Brasil e fabricado nos Estados Unidos, o colchão foi criado para dar todo o conforto necessário para uma boa noite de sono.

“Percebemos que as pessoas buscavam quatro coisas em um colchão: um nível de conforto que o colchão não fosse nem muito mole, nem muito firme; suporte para a coluna, para evitar dor nas costas; um colchão que não esquentasse, devido ao nosso clima no Brasil, e um colchão que não tivesse movimento. As pessoas reclamam muito de um colchão que você está deitado, a outra pessoa deita e há um balanço”, explicou Eisler. Para atingir o “colchão ideal”, a startup chegou à fórmula de 5 cm de viscoelástico de memória responsiva, para se ajustar ao corpo, 16 cm de espuma de base para suporte a coluna e 4 cm de látex hipoalergênico, para trazer frescor. O colchão também possui a capa removível e lavável, aumentando a vida útil do produto.

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O colchão foi pensado para melhorar a experiência do cliente desde a compra à utilização. “A experiência de compra de colchões hoje é muito ruim, inclusive no atendimento. Tem trocentos tipos de colchão, todos parecidos, e pode levar 30 dias para entregar o produto. Se o colchão é grande, tem que içar pela janela porque não cabe no elevador”, comentou o sócio da startup. Por isso, só existe um tipo de colchão na Zissou – adaptado para cada tamanho -, e os colchões são entregues dentro da caixa, o que possibilita que sejam levados para qualquer lugar, pois cabem dentro do carro.

“A caixa é fundamental para o nosso modelo de negócios porque temos a logística de entrega para o consumidor final. O colchão entregue na caixa tem o custo 20% menor do que se fosse entregue aberto, o que acaba sendo super eficiente”, disse Amit Eisler. Assim que é retirada caixa e o plástico cortado, o colchão assume sua forma convencional.

Até a venda do produto é diferente do convencional: o colchão é vendido no e-commerce da marca (e marketplaces parceiros), e o cliente pode comprar sem provar. Seria um absurdo, pois trata-se de um colchão, mas o consumidor tem cem dias para provar. Caso não se adapte, o consumidor pode devolvê-lo, tem o dinheiro de volta e o produto é retirado.

Mas quem mora em São Paulo, tem a possibilidade de provar o produto antes de comprá-lo, na Casa Zissou, que é um showroom do produto no qual os clientes podem adquiri-lo com as mesmas condições do site. Na Casa Zissou ainda são feitos eventos voltados para o sono, como “contação” de histórias para crianças, sessões de hipnose para melhorar insônia e até degustação de vinhos com propriedades tranquilizantes.

Mas, por se tratar de uma startup de sono e não de colchões, outros produtos também serão lançados. A Zissou pretende lançar, entre o final de março e começo de abril deste ano, um travesseiro. “Começamos no analógico, com produtos físicos como colchão, travesseiro e outros periféricos do ambiente do quarto, mas o nosso grande sonho é partir para o mundo de tecnologia e IoT (internet das coisas) ligado ao sono”, confessou Amit Eisler.

Dormir é muito importante para a manutenção de sua saúde – e é um dos aspectos que startups, como a Zissou, estão tentando melhorar para revolucionar este segmento e fazer com que as pessoas tenham vidas com condições de vidas melhores. Saiba mais sobre a revolução que o setor está passando baixando este e-book.

Aprendizado no Vale do Silício

E foi justamente em uma missão de aprendizado no Vale do Silício com a StartSe que o sócio da startup iniciou o contato com o IoT (internet das coisas). “Na missão no Vale visitamos a Flex, que fábrica uma série de produtos IoT, visitamos uma loja e tivemos ideias bem bacanas de produtos”, comentou o empreendedor.

A viagem ao ecossistema mais inovador do planeta também trouxe outros frutos positivos à empresa, modificando até as formas como processos são realizados. “Algo que ouvi muito lá no Vale é que as empresas desenvolvem os produtos com o consumidor, e não para o consumidor. Desenvolvemos o travesseiro dessa forma. Estamos tendo o consumidor como parte do processo, e está trazendo um valor absurdo e agilizando o nosso desenvolvimento, porque acabamos aprendendo e adaptando muito rápido”, disse.

Outra mudança de mindset na empresa após a ida ao Vale do Silício foi no aprimoramento da relação com os clientes. “Uma questão muito falada lá foi a relação de LTV e CAC, o life time e custo de aquisição de cliente. Significa o valor que aquele cliente te trará ao longo da vida x o seu custo de aquisição de novos clientes. Isso foi falado de forma repetida, inclusive com métodos e fórmulas de cálculo, e hoje esse é um dos nossos principais indicadores na Zissou”, finalizou.

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