JA Startup: programa de empreendedorismo no qual jovens criam startups

Alunos do Colégio Farroupilha em Porto Alegre criaram as próprias startups, aprendendo sobre empreendedorismo e a Nova Economia

Tainá é repórter da StartSe

28 de novembro de 2017

No dia 2 de outubro deste ano, iniciava-se o JA Startup, em Porto Alegre. O programa é resultado da parceria entre a StartSe, Gerdau, Junior Achievements e o Colégio Farroupilha. A união foi feita com apenas um objetivo: ensinar empreendedorismo para adolescentes, na prática.

A intenção do JA Startup foi de impactar jovens através da criação e desenvolvimento de um negócio: eles foram convidados a criar startups. Cerca de 35 alunos do Colégio Farroupilha toparam o desafio de criarem a própria empresa. O convite aos alunos foi feito no dia 12 de setembro, o programa iniciou no dia 2 de outubro e o Demo Day – apresentação das startups – aconteceu no dia 18 de novembro.

Os alunos se dividiram em grupos mistos de acordo com suas aptidões. A equipe ideal para uma startup consiste em um visionário, um hacker (quem desenvolve produtos), um vendedor e um designer. Os encontros do JA Startup eram realizados semanalmente, e os alunos eram aconselhados pelos mentores André Richter, diretor de varejo na Ingenico, Nathália Pufal, doutoranda em Administração e pesquisadora do NITEC, e Gustavo Porto, head de Digital Lab na StartSe. Com o avanço do projeto, novos voluntários atuantes do ecossistema participaram da mentoria.

Durante o projeto, os alunos só foram avaliados no Demo Day, pois a startup com maior destaque participaria de um Accelerator Day da StartSe, em São Paulo. O Accelerator Day é um programa especial de aceleração para empreendedores e startups, com 10 horas de imersão em metodologias inovadoras do Brasil e Vale do Silício.

“A vontade era deles e o negócio era deles. Empreendedor não reclama se está motivado, ele vai lá e faz. A primeira lição para os alunos foi algo que é comum dizer lá no Vale do Silício: Get The Things Done! Ou seja, vai lá e faz a coisa acontecer, sem conversa mole ou desculpas”, comentou Cristiano Kruel, Head de Inovação na StartSe e mentor do projeto.

Os alunos enfrentaram três desafios durante o desenvolvimento das startups: validação da ideia, do produto e do negócio. Cada desafio foi um ciclo de aprendizagem e experimentação. Esse formato foi escolhido para manter uma linha de produção, mas normalmente startups não possuem etapas definidas de desenvolvimento.

“Para os alunos, a experiência sobre a nova forma de criar e desenvolver negócios e as visões de novos mercados foram lições transformadoras, mesmo para aqueles que não tem convicção que querem ser empreendedores. Eu vi nascer ali em vários deles aquele brilho no olho, aquela fome de mudar o Brasil e o mundo”, comentou Kruel.

O primeiro JA Startup foi uma oportunidade de alunos empreenderem na Nova Economia (leia o e-book gratuito), tendo a chance (e começando) a transformar o Brasil. As startups são o principal instrumento dessa economia – são elas as responsáveis por diversas inovações que existem hoje.

O programa foi um MVP e o resultado do desejo da StartSe de impactar adolescentes, crianças e jovens adultos. Kruel relatou o início do programa: “Vimos a sinergia com a Junior Achievement que, além da grande experiência internacional de ensinar empreendedorismo aos jovens, também estava procurando criar um programa moderno e ousado”.

Demo Day: o desafio final

No dia 18 de novembro, foi o Demo Day – a apresentação dos pitches das startups criadas pelos alunos do Colégio Farroupilha. O desafio final foi no estilo do Vale do Silício, com uma banca experiente com profissionais de incubadoras, aceleradoras e fundos de investimentos. Os alunos apresentaram pitches de oito startups, na qual foram escolhidas três finalistas: a Dellas, vencedora, Prof Online (2º lugar) e iGift (3º lugar). A Dellas participará de um Accelerator Day da StartSe.

As outras startups criadas no JA Startup foram: NoLine, Say Hello, Mowie, Heeds e Plus Time.

Kruel afirmou que a banca do Demo Day foi uma das mais qualificadas que viu nos últimos tempos. A banca avaliadora foi formada por Daniela Horta, coordenadora do hub de inovação do Moisaco; Flavia Fiorin, gerente de projetos do parque tecnológico Tecnosinos; George Gallas, gestor de aceleração da Ventiur; João Antônio do SEBRAE; Paulo Buck, empreendedor em série; Paulo Boneff da Gerdau; Ricardo Sonderman, sócio da ESPM e Mixmidia; Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, professor; e Milton Fattore, diretor no Colégio Farroupilha.

E o MVP do JA Startup foi um sucesso. “O programa já acabou e o meu Whatsapp e dos mentores voluntários – a Nathalia, André e Gustavo – ainda não pararam. Os alunos querem saber como vão tocar adiante as startups deles”, confessou Kruel.

Próximas turmas

Os mentores do projeto – StartSe, Gerdau, Junior Achievement e Colégio Farroupilha – conseguiram o resultado desejado com o primeiro JA Startup. Os alunos se empenharam em construir os próprios negócios e agora a intenção é capacitar outros jovens. “Bem no estilo startup, o nosso plano era rodar um experimento com o nosso MVP, ajustá-lo e adaptar para que a Junior Achievement pudesse levar em alta escala para o Brasil inteiro nos próximos anos”, afirmou o Head de Inovação da StartSe.

O próximo Sprint deverá abraçar cinco turmas. Com o MVP validado, o desafio agora é capacitar mais mentores para escalar o projeto, que deverá acontecer em outras cidades do país ainda no primeiro semestre de 2018.

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