A maior empresa do mundo de cigarros quer que você pare de fumar

São seis milhões de mortos para o cigarro todo ano e o número de fumantes é cada vez menor, ou as empresas mudam ou morrem juntos

cigarros

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

8 de maio de 2017

Se você tivesse um produto que matasse seu cliente lentamente, o que você faria? Retiraria ele do mercado e quebraria a empresa ou tentaria vende-lo por anos a despeito deste fato?  Bom, as grandes empresas de cigarro do mundo optaram pela 2ª opção por décadas. Mas agora uma delas parece estar interessada em fazer seus clientes pararem de fumar, usando a tecnologia para tal.

São seis milhões de mortos para o cigarro todo ano e o número de fumantes é cada vez menor ao redor do mundo. Para sobreviverem, as empresas de tabaco tem estudado novas formas menos agressivas para proverem esse serviço para os clientes. Para tal, a Philip Morris criou um centro de pesquisa moderno, chamado de “Cubo”, na Suíça.

Além dos cigarros eletrônicos (que não são bem avaliados pelos consumidores) a companhia desenvolveu uma espécie de “auxiliar” para esquentar (não queimar) tabaco. E isso, diz a companhia, seria muito mais seguro para os fumantes que um cigarro tradicional – prova de que a tecnologia pode ser muito benéfica para a saúde das pessoas.

É o chamado iQOS (sigla para I Quit Ordinary Smoking, ou “Eu Parei de Fumar Tradicionalmente”), que funciona com um refil de tabaco chamado HEET, que produz um gás aerossol que substitui a sensação de fumar. Sem a queima e sem os produtos químicos, a tendência é que esse produto seja muito menos danoso ao corpo humano.

É interessante notar que os funcionários do centro de inovação da empresa pararam de fumar cigarros tradicionais e agora estão usando esta nova solução da Philip Morris. É um exemplo de como a inovação pode mudar processos dentro de empresas e fazê-las serem mais fortes: entendemos que isto é primordial para que as companhias continuem tendo sucesso.

Uma gigante com receitas de US$ 74 bilhões por ano – com boa parte deste valor se convertendo em lucro -, a Philip Morris é uma empresa que precisa se adaptar para não morrer. E por isso tem colocado bilhões de dólares para entender o que é o pós-cigarro, com mais de US$ 3 bilhões investidos apenas neste centro de inovação na Suíça.

Além do iQOS, a companhia tem outros três produtos para substituir o cigarro. Um deles é o TEEPs, um cigarro mais tecnológico que também apenas aquece o tabaco, sem queimá-lo. Isso é feito através de uma pequena ponta de carbono, que é acesa e aquece o produto, também causando a sensação de fumar através da fumaça.

Ambos os produtos possuem uma absorção de nicotina quase idêntica aos cigarros tradicionais. Os outros dois produtos, STEEM e MESH, não possuem: são versões de cigarros eletrônicos que usam ácido e vapor para produzir a sensação da nicotina.

Se algum produto desses virar o novo padrão de fumo, milhões de vidas podem ser salvas e as pessoas poderão fumar com maior segurança. Contudo, existe um perigo de que essa inovação aumente a quantidade de pessoas desejando fumar cigarros tradicionais (que serão mais baratos que essas alternativas). De qualquer forma, a inovação tecnológica está trazendo alternativas mais saudáveis. E isso nunca pode ser ruim.

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