“Tesla vale muito mais do que merece”, afirma Elon Musk

Há uma grande disparidade entre a produção e os resultados da Tesla com Ford e GM. Mesmo assim, o mercado dá um valuation para a Tesla parecido com as outras duas

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

19 de maio de 2017

Três empresas de automóveis norte-americanas valem aproximadamente US$ 50 bilhões cada uma: a GM (que produz 2,7 milhões de carros por trimestre), a Ford (que produz 1,7 milhão por trimestre) e a Tesla (cuja produção é de cerca de 25 mil carros a cada três meses). Além disso, entre as três, a Tesla é a única que tem constantes prejuízos.

Sim, há uma grande disparidade entre a produção e os resultados das três empresas. Mesmo assim, o mercado dá um valuation para a Tesla parecido com as outras duas. Até Elon Musk, CEO da Tesla, acredita que este valor talvez seja injustificado neste momento. “Eu acho que o nosso valor de mercado é maior do que o que a gente merece. Somos uma companhia que perde dinheiro”, disse em entrevista para o The Guardian.

E ainda ressalta que ao contrário de outras montadoras, eles precisam ainda realizar um longo trabalho para poder atingir lucros. “Essa não é uma situação onde, por exemplo, nós somos capitalistas gananciosos que decidiram dar pouca importância para segurança para ter mais lucro e dividendos. É uma questão de quanto dinheiro perdemos e como sobrevivemos? Por que não morremos e todos perdem seus empregos?”, afirmou.

Contudo, ele já havia defendido o valuation da Tesla antes – e destacou acreditar que a companhia pode valer o mesmo tanto quanto a Apple em poucos anos, graças aos ganhos de escala projetados para os próximos anos, quando as fábricas automatizadas da Tesla entrarem em operação. “A Tesla é absurdamente sobrevalorizada quando você olha para o passado, mas isso é irrelevante. Uma ação representa os fluxos de caixa futuros ajustados pelo risco”, destacou no Twitter algum tempo atrás.

A companhia queimou US$ 623 milhões no último trimestre, o segundo maior déficit no caixa de sua história (havia queimado US$ 1 bilhão no final do ano passado). A companhia vem se preparando para um futuro próspero e tem lançado os alicerces para tal.

Esse valor todo se justifica por um motivo: essa é a mentalidade do Vale do Silício aplicada a uma montadora de automóveis, o que tem o potencial para transformar esta indústria.

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