Netflix poderá trazer o fim da TV paga: as pessoas já estão cancelando

A TV paga perdeu 364.400 assinantes em um ano, segundo a Anatel – e a culpa é dos novos hábitos de consumo trazidos pelo streaming

Tainá é repórter da StartSe

6 de dezembro de 2017

Em 1997, exatamente 20 anos atrás, Reed Hastings e Marc Randolph fundavam a Netflix. Originalmente, a empresa era um serviço online de locação de filmes. Foi 10 anos depois, em 2007, que Netflix trouxe o serviço de transmissão online – ou seja, por streaming.

Quando a empresa ainda estava no começo, o Walmart lançou um serviço de aluguel digital de DVD, em 2002. Em 2006, a Apple e Amazon lançaram download de filmes. Essas três empresas são gigantes e poderiam ter decretado o fim da Netflix, mas um ano depois a empresa lançou o streaming e hoje popularizou o tipo de serviço em todo o mundo.

O serviço de streaming de filmes e séries por assinatura se tornou tão importante que passou a substituir a TV por assinatura, um modelo antes consagrado no Brasil. Segundo dados da Anatel, no período de um ano entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, a TV por assinatura perdeu 364.400 assinantes.

A IDEIA Big Data realizou uma pesquisa, divulgada pela Exame, sobre o consumo de TV por assinatura e de streaming no Brasil. Dos entrevistados que não possuem TV por assinatura (24%), 34% afirmou que cancelou o serviço após assinar a Netflix. E outros 10% ainda pretendem fazer isso nos próximos meses.

Maurício Moura, CEO da IDEIA Big Data, previu à Exame: “O conceito on demand é o futuro e esses números (das pessoas que abandonaram a TV paga) não irão retrair, só aumentar”. Para ele, a porcentagem de 34% de pessoas que cancelaram o serviço após assinar a Netflix deve chegar em 50% em um ano. “E isso não é só sobre a Netflix, mas sobre o conceito de serviço que a empresa representa”, afirmou.

De fato, a Netflix trouxe novos hábitos para todo o mundo. Antigamente, séries e filmes, quando não vistos no cinema ou televisão, eram alugados em locadoras. Hoje, as locadoras não existem mais – nem mesmo a Blockbuster. Era costume, também, comprar filmes na internet (ou baixar, no método ilegal), mas hoje não é mais cômodo.

A Netflix trouxe o streaming como sinônimo de comodidade, pois os usuários possuem um catálogo na palma da mão, na hora que precisarem. Antigamente, era necessário fazer viagens para a locadora para escolher os filmes, ou ceder espaço de armazenamento em computadores para armazenar as obras.

Atualmente, segundo a pesquisa, 76% dos entrevistados ainda assina a TV paga. Desse número, 59% pretende continuar pagando a TV por assinatura, associando-a a serviços de streaming. Isso significa que os novos hábitos estão sendo abraçados mesmo por quem ainda possui a TV por assinatura, como um plus.

E as mudanças estão imersas nas rotinas dos usuários – 40% dos entrevistados acessam serviços de streaming todos os dias, 78% assiste aos conteúdos a noite. Ou seja, os serviços de streaming passaram a ser protagonistas das horas de entretenimento de milhões de pessoas.

Para a TV paga, não tem como competir com a comodidade de assistir o que quiser, quando quiser, com internet ou não. Com a Netflix presente em dispositivos mobile, os consumidores possuem uma imensidade de filmes, séries e documentários a alguns cliques de distância, sempre. São atitudes e ideias revolucionadoras como essa, que mudam o mundo como conhecemos, que fazem parte da nova economia. Para descobrir um pouco mais como novas tecnologias afetarão a nossa vida a curto e longo prazo, participe do evento 2018 – A Revolução da Nova Economia.

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